As obras da duplicação da Rua Goiás (Centro de Londrina) continuam paradas. As atividades estão suspensas desde o começo do mês passado quando a Secretaria de Obras informou que haveria uma suspensão entre 30 a 45 dias por conta dos trâmites burocráticos na destinação de mais recursos para a desapropriação. Desta vez, a principal dificuldade da Prefeitura se dá por conta da negociação com os proprietários dos terrenos. A obra foi paralisada por três vezes, o que inviabilizou a conclusão em abril deste ano, conforme previsto inicialmente.
Segundo o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, três desapropriações estão em processo na Justiça e enquanto isso não for resolvido, a obra não tem como continuar. ''Um dos proprietários reside no Japão, outro está envolvido em questões que envolvem herdeiros e o herdeiro é menor de idade. O proprietário de uma terceira área não concordou com o valor negociado. Fizemos o depósito em juízo e agora temos que aguardar o juíz nos conceder a emissão de posse'', explicou.
Os recursos para a duplicação vêm do Ministério das Cidades, e a Caixa Econômica Federal repassa o dinheiro diretamente às empreiteiras. De acordo com o secretário, os três terrenos que estão ''dificultando'' a continuidade dos trabalhos no local, foram avaliados entre R$ 80 a R$ 100 mil reais e já estão pagos. ''Agora, se o proprietário não concordar com o valor, ele terá que recorrer na Justiça. Caso ele ganhe, o município paga depois a diferença'', completou.
A procuradora geral do município, Regiane Oliveira Adreola Rigon, explicou que a situação de um dos imóveis já foi acertada e o processo será amigável, só faltam as certidões do cartório para assinar os documentos. Quanto aos outros dois terrenos, a Procuradoria está aguardando documentos para entrar com uma ação de desapropriação. Isso deve ocorrer provavelmente ainda esta semana. ''É de nosso interesse que isso aconteça o quanto antes'', frisou Regiane. Depois de entrar com a ação, é preciso aguardar uma liminar da justiça para que a prefeitura possa entrar no imóvel. ''Em todas as ações deste tipo nós conseguimos as liminares em prazos rápidos, coisa de dias'', garantiu a procuradora. Existe ainda um quarto imóvel que foi doado com a condição de ser entregue somente quando todos os outros imóveis estejam nas mãos da prefeitura. ''Com esse, acredito que não teremos nenhum problema''.

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