O presidente do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção
(Decom), Saburo Ito, e o engenheiro Osvaldo Alves Cruz Filho, visitaram ontem pela manhã as obras da Cadeia Pública, na zona sul de Londrina. O objetivo foi apurar o cronograma de conclusão das obras – prevista para dezembro – e averiguar as críticas sobre a estrutura física, feitas por representantes dos Conselhos de Segurança, dos Direitos Humanos, Vara de Execuções Penais, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Pastoral Carcerária e Ministério Público, na semana passada.
De acordo com Ito, o cronograma está dentro do esperado, com 65% da obra já concluída. ‘‘A previsão continua sendo de entrega em dezembro, podendo avançar um pouco em janeiro. Mas não passa disso’’, assegurou. Ele disse que, após a execução da parte física, haverá uma pequena demora para aquisição de mobiliário e equipamentos, além de contratação de pessoal, por parte da Secretaria da Segurança Pública, o que deve acontecer até março, prazo final dado pela própria secretaria para funcionamento da Cadeia Pública.
Sobre as críticas na estrutura física, Saburo Ito garantiu que o projeto, na sua concepção, passou por um crivo no setor de segurança para que a obra fosse realizada. ‘‘As obras que não estavam previstas vão ser feitas sem qualquer problema’’, afirmou. Entre elas, a construção da cisterna e da caixa d’água – com capacidade de 36 mil litros cada uma –, e de uma caixa de contenção de esgoto, por não haver no local rede de captação da Sanepar. ‘‘Não existe nada de errado com o projeto. São coisas que, se forem incorporadas na obra, só vem a ajudar’’, salientou.
Ito ressaltou ainda a importância do Fundo Nacional de Segurança, que liberou R$ 15 milhões na semana passada, para a área de segurança no Paraná. Destes recursos, R$ 3 milhões foram destinados para a conclusão da cadeia de Londrina e reforma e ampliação de cadeias no Estado. A previsão, para os próximos três a quatro anos é que o governo federal libere mais parcelas, num total de R$ 68 milhões.
À tarde, o presidente e engenheiros do Decon de Curitiba e Londrina reuniram-se com o juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle. Segundo o juiz, não foi detectado nenhum problema que pudesse interditar as obras.