Londrina

Mário CésarChecagemPessoal da AMA e do IAP com o engenheiro Bordin na área: aparentemente, acordo está sendo cumpridoCumprindo determinação da Promotoria do Meio Ambiente, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Autarquia municipal do Meio Ambiente (AMA) realizaram, ontem pela manhã, vistoria no local onde será construída a sede social da Associação da Polícia Militar (Vila Militar) em um fundo de vale no Parque Residencial Tucanos (zona sul de Londrina). Os laudos devem ser encaminhados hoje à promotora substituta do Meio Ambiente, Gildelena Alves da Silva.
As obras foram embargadas pelo Ministério Público em outubro do ano passado, devido a irregularidades, entre elas a ausência de alvará e de aprovação pela AMA e IAP. Na última terça-feira, os moradores do bairro fizeram uma manifestação no local. Eles afirmavam que a construtora havia retomado as obras, desrespeitando acordo firmado em junho deste ano.
Na ocasião, a promotora Maria Lúcia Reichenbach, após reunião com o engenheiro responsável pela obra e representantes da AMA, do IAP e da Associação da PM, determinou que a construtora executasse serviços emergenciais para impedir que as minas que ficam na parte baixa do terreno fossem entupidas por terra.
Também ficou acertada a construção de taludes para contenção da terra, desobstrução do bueiro e execução de galeria até a várzea, que fica na parte baixa do terreno, evitando erosão e assoreamento da área das nascentes. ‘‘Estamos apenas cumprindo o que foi determinado pela promotora’’, reafirmou o engenheiro Oscar Bordin.
O compromisso firmado com a promotoria estabeleceu, entre outros itens, a recuperação do fundo de vale, inclusive com plantio de árvores nativas. Também foram feitas modificações no projeto original para que o meio ambiente não sofresse agressão. Tudo isso, para evitar a demolição das três piscinas construídas na área de preservação permanente. Elas foram executadas dentro do limite de 50 metros das nascentes. Mas os técnicos concluíram que a demolição não restabeleceria a condição anterior.
De acordo com Bordin, com a alteração do projeto, serão construídos apenas vestiários e um quiosque dentro de espaço de 400 metros quadrados, onde é permitida a edificação. O campo de futebol, previsto no projeto inicial na área próxima à várzea, foi transferido para outra parte do terreno.
A engenheira florestal do IAP, Raquel Fila, e o biólogo da AMA, Paulo César Dolibaina, comentaram que, aparentemente, a construtora estaria cumprindo o acordo. ‘‘Precisamos analisar as fotos antigas para fazer uma comparação’’, disse Raquel Fila. Ela comentou que algumas áreas que parecem ter sido aterradas, foram justificadas pelo engenheiro como sendo uma cobertura dos sulcos causados pela erosão.
O engenheiro Bordin informou que os serviços emergenciais devem estar concluídos em uma semana. Depois disso, ele deve se reunir com o Ministério Público para tentar obter autorização dos trabalhos de construção da sede social.

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