Obras da Goiás esperam verba do Ministério
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sábado, 25 de agosto de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Objetos de decoração e poeira combinam? Não. Por isso que a promoter Lucia Galli se incomoda com o atraso das obras de duplicação da Rua Goiás (Região Central de Londrina). ''A gente tem que redobrar o cuidado, porque senão dá a impressão de que não se faz limpeza aqui.'' Ela trabalha em um ateliê que fica na esquina da Rua Goiás com a Rua Jonathas Serrano, onde na última semana foi colocado um tambor com um galho dentro, para sinalizar a irregularidade da via. ''O que a gente ouve de carro derrapando! Dá uma aflição.''
A dona de casa Ana Tereza Vespero, moradora há mais de 35 anos na região, também diz não aguentar mais os transtornos da obra inacabada. Ela destacou que a Rua Goiás já é movimentada e, com as obras, o trânsito está muito mais complicado. ''Tem acidentes, tem o estresse dos motoristas, é difícil para quem mora aqui perto. Falta semáforo no cruzamento.''
De acordo com o secretário de Obras de Londrina, Aloysio Crescentini de Freitas, as obras estão paralisadas pela falta de liberação de dois lotes que a prefeitura aguarda a permissão de posse.
Ele explicou que o trecho que vai da Rua Nevada à Rua dos Escoteiros já está desapropriado, mas que as obras estão paradas por falta de verba. ''Como a obra é financiada pelo Ministério das Cidades, com contrapartida da prefeitura, precisamos desse dinheiro, pois o valor que era de responsabilidade do município já foi investido.'' No total, a obra de duplicação da Rua Goiás está licitada em quase R$ 594 mil, sendo R$ 391.633,59 do Ministério e R$ 202.259,17 da prefeitura.
O secretário esclareceu que a verba do ministério é repassada pela Caixa Econômica Federal e a liberação só é feita com toda a documentação dos lotes regularizada. A perspectiva, segundo afirma, é que na próxima semana as obras sejam retomadas.
Sabendo dessa informação pela reportagem, Ana Tereza ainda questionou por que as obras não começaram depois de todo o planejamento ter sido feito e as casas desapropriadas. ''Se eu for reformar minha casa, não vou quebrar parede sem saber o que vai acontecer depois. Essa é uma obra que poderia ser feita rapidamente se tivesse sido tudo planejado.'' O secretário reconheceu que houve falha de planejamento. ''Como estávamos trabalhando em outras áreas e que tinham dado certo, imaginamos que seria igual na Goiás, mas não foi.''


