Londrina – Paradas desde novembro, as obras da Clínica Odontológica no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram retomadas nesta semana. Apenas com a promessa de repasse por parte do governo do Estado, os trabalhos seguem em ritmo lento.
Após a alteração do projeto original, a construção foi iniciada em 2011, mas apenas a estrutura e parte da cobertura foram concluídas até agora em um investimento de R$ 5 milhões. Outros R$ 8,5 milhões, recursos da Secretaria Estadual de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, já foram aprovados e serão usados na construção do primeiro prédio, de 4,4 mil metros quadrados.
"A construtora responsável pela cobertura espera até o dia 30 receber a última parcela por parte do governo. Com o fim desta etapa, vai ser possível dar continuidade ao restante da obra", frisou o diretor da Clínica Odontológica Universitária (COU), José Roberto Pinto. Somente a cobertura foi orçada em quase R$ 1 milhão, dinheiro da própria universidade, através das verbas de custeio, que também não foram repassadas totalmente pelo Estado.
A previsão é que em até 24 meses a clínica possa estar atendendo no novo espaço. "A construtora responsável pelo restante da construção começou a retomar o canteiro de obras. Espero que não haja atrasos nos repasses e que a obra não pare novamente. Estamos fazendo um levantamento do que será necessário adquirir em termos de equipamentos e vamos apresentar este projeto ao Ministério da Saúde", relatou o diretor. Uma segunda etapa do projeto prevê ainda a construção de um outro prédio, de 5,8 mil metros, sem prazo para ser iniciado.
A COU da UEL atende mensalmente 120 mil pessoas, através do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), Bebê Clínica e do Pronto Atendimento Odontológico, com atendimento de urgência e emergência 24 horas, em um espaço com muitos problemas estruturais no centro da cidade. "Temos uma sede com mais de 60 anos que não atende mais as necessidades. Investimos R$ 400 mil no ano passado para readequações exigidas pelo Corpo de Bombeiros. Melhoramos a estrutura, mas ainda temos muitos problemas", relatou José Roberto Pinto.
Com a nova estrutura, 70% dos serviços serão transferidos para a UEL. "Vamos levar para a nova sede os nossos três grandes laboratórios de graduação e os atendimentos do CEO e do Pronto-socorro, que são as nossas maiores demandas. A meta com o novo prédio é aumentar em 50% a oferta de atendimento a comunidade", ressaltou o diretor da COU.

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