Obras da Cadeia começam este ano
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de dezembro de 1996
Pedro Livoratti 
A conclusão do levantamento topográfico e do memorial descritivo da área oferecida para a construção da Cadeia Pública de Londrina deve ocorrer nos próximos dias. A informação é do diretor-presidente do Ippul (Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina), Fausto Lima, que afirmou ontem à tarde que as obras da nova cadeia devem começar antes do final do ano. Estamos nos desdobrando para terminar o trabalho porque temos um problema operacional que é a falta de topógrafos, explicou Lima.
O memorial descritivo é necessário para a escritura da área. Já o levantamento topográfico, tão logo seja concluído, será enviado ao Decom (Departamento Estadual de Obras) para adequação do projeto e início efetivo da construção.
A conclusão dos dois procedimentos técnicos que estão sob responsabilidade do Ippul deverão encerrar parte da polêmica em torno da construção da nova Cadeia de Londrina, uma obra fundamental para a segurança de toda a população. O projeto prevê o desmembramento de 16.880 metros quadrados de área oferecidos em outubro pelo empresário Luiz Roberto Ferrari. A área é parte de uma fazenda de 70 alqueires, localizada na Gleba Três Bocas, próximo à rodovia que dá acesso ao distrito de Maravilha.
O terreno fica 1,5 quilômetro distante da zona urbana. O ante-projeto da obra prevê a construção de celas suficientes para cerca 300 detentos. A primeira etapa da obra está orçada em R$ 1.358.124,00, com a conclusão prevista para meados de 97. O início da construção está garantido por verba federal no valor de R$ 500 mil. A proposta de doação da área, já aceita pelo governo estadual, foi bem recebida por representantes da Polícia, empresários e prefeitura. A iniciativa do empresário colocou um ponto final numa discussão de dois anos, desde que foi desativado o velho prédio do Cadeião da rua Sergipe.
O projeto inicial previa a construção da nova cadeia de Londrina no jardim Acapulco, zona sul. A idéia provocou forte reação da população do bairro e os vereadores cancelaram a doação do terreno.


