Obras da BR-116 concluídas em julho
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de maio de 1999
Giovani Ferreira 
As obras de duplicação da BR-116, no trecho da rodovia que integra o chamado corredor do Mercosul, já estão quase concluídas. O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) cacula que a obra deve estar pronta até o final de julho próximo. O projeto, que começou a ser executado em dezembro de 1996, representa um investimento de aproximadamente R$ 106 milhões. Com a liberação do tráfego em todo o trecho, o DNER acredita que o índice de acidentes entre São Paulo e Curitiba, conhecido como rodovia da morte, deve diminuir em até 80%.
Divididos em dois lotes, os 43,4 quilômetros das obras de duplicação estão localizados entre a Represa do Capivari e a divisa com o Estado de São Paulo. Uma das características da obra, é que o DNER paranaense vai asfaltar 800 metros da rodovia situados em território paulista. Nesse trecho o Paraná ficou responsável inclusive pela construção de uma ponte, sobre o Rio Pardinho, que já está concluída.
Além de garantir mais segurança na rodovia, a liberação da duplicação da pista deve diminuir o tempo de viagem entre as duas capitais. O DNER quer acabar com a denomição de rodovia da morte, estimando que os acidentes com morte devem cair a números próximos de zero. Atualmente esse trecho da BR-116 é um dos mais perigosos do Brasil, com um alto índice de acidentes.
Entre as obras mais expressivas do empreendimento o DNER destaca a construção de seis aterros com galerias subterrâneas e quatro novas pontes. As galerias substituem antigas pontes. Com as galerias, ao invés de dez pontes, foram necessárias apenas quatro.
Um dos trechos da duplicação que consumiu mais tempo foi a chamada variante que transpõe a Serra do Alpino. Numa extensão de 12 quilômetros, a variante é citada como um exemplo de moderna concepção da engenharia rodoviária, disse João Alberto Sautchuk, diretor regional do DNER no Paraná. De acordo com Sautchuk, o novo traçado é mais suave, eliminando as dificuldades da subida da serra.
O novo traçado irá facilitar o tráfego de veículos pesados, que consomem muito tempo para passar pela serra, devido as longas curvas e fortes subidas. Quando a estrada estiver em operação, Sautchuk acredita que com total segurança o motorista terá a possibilidade de transpor a serra em um tempo menor, uma vez que a pista permitirá o desenvolvimento de velocidades compatíveis com os níveis atuais de tráfego das rodovias. O DNER calcula que 70% do tráfego que passa pela serra é constituído por caminhões e ônibus.


