As obras de pavimentação da Estrada Boiadeira (BR 487), entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste, que haviam sido reiniciadas em setembro, estão novamente paralisadas. A Construtora Carpizza, responsável por um trecho de 33 quilômetros entre Campo Mourão e Araruna, vem mantendo operários apenas na construção de canaletas e na manutenção dos cinco quilômetros de asfalto que foram feitos nos últimos cinco meses. Já a Construtora Triunfo, que trabalhava em Tuneiras do Oeste, está totalmente paralisada.
O gerente técnico da Carpizza, em Curitiba, Eglair Tiski, disse ontem à Folha, por telefone, que a empresa ainda não recebeu ‘‘nenhum centavo’’ do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) desde que as obras recomeçaram, em setembro. ‘‘O que fizemos até agora foi com recursos próprios’’, disse ele. Só a Carpizza investiu cerca de R$ 2 milhões nas obras nesses cinco meses. ‘‘Mas agora estamos sem fôlego’’, completa.
Segundo Tiski, a Carpizza tocou a obra mesmo sem receber nenhuma parcela porque ‘‘tinha esperanças’’ de que o dinheiro seria liberado. A informação de que as empreiteiras ainda não receberam nada pelos trabalhos é confirmada pelo engenheiro chefe do DNER em Campo Mourão, Marcelo Gasino. Nem os R$ 3,4 milhões anunciados quando a obra foi recomeçada saíram. Ele lembra que o orçamento deste ano prevê R$ 9,5 milhões para a Boiadeira, além de outros R$ 8,5 milhões se for aprovado o imposto verde. ‘‘Cerca de R$ 3 milhões devem ser liberados nos próximos dias’’, diz.

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