As obras de melhorias da PR-317, que liga Maringá a Campo Mourão, estão causando congestionamento na rodovia. Alguns motoristas reclamam da demora para a liberação da pista e afirmam que a Viapar, concessionária responsável pelas obras no lote 2 do Anel de Integração, se precipitou na cobrança de pedágio. A concessionária está fazendo o recapeamento de parte da rodovia, no trecho próximo à praça de pedágio, no município de Floresta (25 quilômetros de Maringá).
O estudante de direito José Carlos Ruiz mora em Engenheiro Beltrão (30 km ao norte de Campo Mourão) e tem que viajar para Maringá pelo menos quatro vezes por semana. ‘‘Já tenho que pagar este pedágio que é um absurdo de caro e agora ainda tenho que ficar esperando pela liberação da pista para continuar a viagem?, indagou indignado. Na sexta-feira, quando voltava de Maringá para Engenheiro Beltrão, o estudante afirma que ficou esperando 20 minutos no congestionamento formado por causa da obstrução da pista.
Para o caminhoneiro autônomo Adão Rodrigues, a interdição de uma pista da rodovia atrasa a viagem e traz mais prejuízos aos transportadores de mercadorias. Ele afirma que, às vezes, a viagem atrasa em mais de uma hora porque são vários congestionamentos ao longo da rodovia.
‘‘Ontem por exemplo, só deu para eu fazer uma viagem de Floresta a Maringá porque cheguei atrasado em Maringá e não deu para carregar de novo’’, disse. Normalmente, segundo Rodrigues, ele faz duas viagens por dia. ‘‘As obras são boas porque melhoram as condições da estrada, só que a concessionária tinha que fazer isso antes da cobrança de pedágio’’.
Já o motorista João Lúcio Fernandes, que trabalha para uma empresa de transporte de carga, o atraso compensa porque as obras vão deixar a rodovia em melhores condições de tráfego. Ele questiona a cobrança de pedágio antes das obras, mas diz que não há outra alternativa a não ser pagar.
O comerciante Marco Antônio de Souza também é a favor das obras, mas contra a cobrança de pedágio. Para ele, a cobrança só deveria ser feita depois das obras prontas.
A assessoria de imprensa da Viapar informou ontem à Folha que as obras no trecho do pedágio de Floresta devem demorar pelo menos mais duas semanas e dependem do tempo. A empresa está aplicando lama asfáltica entre Ivailândia e a entrada de Maringá, trecho de aproximadamente 20 quilômetros. Para realizar a obra, que não estava prevista, a Viapar precisa interditar um dos lados da pista, o que tem provocado filas nos horários de maior fluxo de veículos.

mockup