Obras complicam atendimento no INSS
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sexta-feira, 05 de maio de 2000
Osmani Costa De Londrina 
As obras de ampliação e readequação da agência do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) no Jardim Shangri-lá, na área central de Londrina, estão ocasionando alguns tumultos na agência do órgão instalada no centro da cidade. Estes primeiros dias realmente foram tumultuados, o que é normal pelo acúmulo de atendimentos das duas agências numa só. Falta espaço, está tudo apertado, nosso arquivo ainda não está em ordem. Isto aqui está um sufoco, admite Cíntia Cristina Jorge Iwanko, a chefe da agência do Shangri-lá.
Há dez dias os atendimentos estão centralizados numa única agência. Mas segundo Cíntia Cristina, o tumulto é passageiro e valerá a pena para os usuários e funcionários. A nova agência Shangri-lá, que voltará a atender em 90 dias, terá espaço ampliado e modernos equipamentos. A reforma faz parte do Programa de Melhoria do Atendimento (PMA) do governo federal. A única agência do INSS do Paraná que já está enquadrada no PMA é a do Pinheirinho, em Curitiba. Juntamente com a agência de Londrina, outras seis estão sendo reformadas no Estado: três em Curitiba, uma em Maringá, uma em Cascavel e outra em Francisco Beltrão.
A chefe da agência em obras explica que é difícil evitar as filas e a demora no atendimento dentro de uma estrutura precária. A agência centro atendia cerca de 150 pessoas por dia. Nós trouxemos com a mudança outros 350 usuários que eram atendidos diariamente no Shangri-lá. Viemos com todos os equipamentos e 35 funcionários. É uma sobrecarga muito grande para o espaço disponível. Mas este sufoco é por pouco tempo.
Segundo ela, os usuários estão sendo atendidos sem delimitações de senha e todos os que chegarem até as 14 horas terão atendimento normal. Não é preciso chegar às seis horas nem aguardar em longas filas porque não temos como priorizar. A maioria de nossos clientes são velhinhos, gestantes e doentes, assim não há como proporcionar um atendimento diferencial para eles, afirmou.
A agência do Shangri-lá atende todos os usuários de Londrina, enquanto que a Centro atende os moradores da zona rural e municípios vizinhos. Cíntia Iwanko não soube precisar quanto está sendo investido pelo Ministério da Previdência na reforma da agência que chefia. Mas a título de comparação ela adiantou que 42 novos microcomputadores vão substituir os 17 antigos terminais e dois micros.
A agência atende os interessados em todos os tipos de benefícios: aposentadorias, auxílios doenças, auxílio por acidentes de trabalho, pensões, auxílio maternidade e reabilitação profissional. Depois da reforma, no Shangri-lá passarão a ser resolvidas também as questões ligadas à arrecadação. Diariamente, cerca de 35 a 40 usuários procuram a agência para tentar se aposentar. Perto de 1.100 processos de aposentadoria estão hoje em andamento. Quando não há nenhum problema, a aposentadoria requerida sai em menos de dois meses.
Ontem, por volta das 9 horas, a movimentação na agência Centro era pequena por causa de falha no sistema de processamento de dados. A maioria dos usuários tiveram que ser dispensados e a agência só estava atendendo aqueles cujas solicitações não dependiam de consultas pelo computador. Segundo Cíntia Iwanko, toda a responsabilidade pelo problema é da Dataprev, órgão responsável pelo sistema de processamento de dados do INSS. Já foram feitas solicitações à Curitiba, mas ainda não conseguiram por o sistema no ar novamente. Os técnicos deverão estar aqui, em Londrina, neste final de semana, e eu calculo que até terça-feira tudo esteja normalizado, afirmou.


