Kraw PenasBuracos, pedras, lama e poeira transformam a Rua Comendador Araújo num cenário de pós-guerraPedestres circulando entre buracos e trincheiras, tubulações saindo do subterrâneo, pedras, lama e poeira. O que poderia ser um cenário de pós-guerra é apenas mais uma rua em obras. A presença de máquinas e operários em atividade e o consequente transtorno no trânsito na região central de Curitiba já viraram rotina. Hoje, 15.517 metros de ruas estão em obras de pavimentação na cidade, segundo dados da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop).
O trabalho prevê pavimentação com asfalto, galerias pluviais, paisagismo e colocação de placas e faixas de sinalização. O programa começou em 1996, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e é voltado principalmente para ruas importantes para o transporte coletivo.
Até outubro, a prefeitura deve pavimentar 100 quilômetros de ruas na cidade. O investimento total será de R$ 90 milhões. Até agora, 66 quilômetros estão prontos, 15,5 km estão em obras e o restante está em fase de licitação.
Segundo o diretor do Departamento de Pavimentação da Secretaria de Obras Públicas, Lívio Petterle Neto, não há como evitar congestionamentos e problemas no trânsito durante o andamento das obras. ‘‘Nas ruas de grande tráfego, contamos com o auxílio da Diretran para orientar os motoristas. Em outros trechos, temos que colocar placas de desvio para a utilização de ruas paralelas’’, explica.
Ele observa que as obras devem terminar até o início de julho, mas o tempo chuvoso pode prejudicar o andamento dos trabalhos. ‘‘A chuva que caiu nos últimos dias atrapalhou o serviço de terraplenagem em alguns locais mas, por enquanto, estamos mantendo o cronograma’’, diz.
A Rua Comendador Araújo (Centro), onde a galeria pluvial está sendo ampliada, é um exemplo típico de como as obras afetam os moradores, o trânsito e o comércio da região (leia texto ao lado). As obras na rua incluem 1.400 metros de tubulação entre a Rua Visconde de Nacar e a Avenida Batel e devem ficar prontas até o final deste mês.
O trecho também contará com uma rede subterrânea de transmissão energia, a expansão da rede telefônica e a correção de ligações clandestinas de esgoto. A calçada será ampliada em dois metros e vai ganhar bancos e iluminação. A nova galeria pluvial (construída a um custo de R$ 514 mil) deve aumentar em até 60% a capacidade de vazão da água da chuva, que já provocou vários alagamentos na região.
Desvios - As obras de pavimentação estão sendo feitas em 13 ruas da cidade, a maioria de grande extensão. Na Nossa Senhora da Luz (Bacacheri/Hugo Lange), as obras estão sendo feitas entre as ruas Nicarágua e Equador, e entre a Fagundes Varella e o Conjunto Moradas da Serra - um trecho de 1.600 metros.
Os veículos que passam hoje pelo local têm que desviar por ruas paralelas. O antipó está sendo substituído e um novo trecho da rua está sendo duplicado. A obra foi orçada em R$ 1,2 milhão e deve ficar pronta até julho. Segundo cálculo da prefeitura, a circulação de carros (hoje são 5.260 por dia) deve aumentar 20% depois da obra.
Na Avenida Anita Garibaldi (São Lourenço), o trecho de pavimentação é de 2,2 quilômetros. As 14 linhas de ônibus que passavam pela rua tiveram os pontos de parada desviados para ruas próximas e alguns trechos foram reduzidos à meia pista. Outras obras estão sendo feitas na Nilo Peçanha, João Doetzer, Levy Buquera, Anne Frank, Nossa Senhora de Nazaré, Marginal Arroio Cercado, Percy Feliciano de Castilho, Londrina, Izidoro Stavitzki, Cid Marcondes de Albuquerque e Antonio Candido Cavallin.

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