Apucarana - Para tentar minimizar os problemas envolvendo os trens, alguns municípios estão tentando desviar as linhas férreas para fora do limite urbano ou construindo trincheiras.
Em Apucarana (Centro-Norte), o projeto para o desvio ferroviário está em fase final de elaboração e as obras estão orçadas em R$ 130 milhões, de acordo com levantamento de 2008. Segundo o presidente do Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan) Idevall dos Santos Filho, os recursos estão sendo levantados junto ao governo federal.
A obra compreende dois ramais de desvio que ao todo somam 27,5 quilômetros. Um de cerca de 17 quilômetros no Contorno Norte, entre a região da empresa Eletran e proximidades das obras da Unifrango, imediações onde também deverá ser instalada a nova estação ferroviária, e um segundo ramal de desvio no Contorno Leste, com cerca de 10,5 quilômetros, na altura do Parque Industrial Zona Norte passando pela região do Parque Ecológico da Raposa até o 30º Batalhão de Infantaria Motorizado de Apucarana (BIMtz).
De acordo com o estudo, o desvio férreo encurtará o trajeto do trem em 12,8 quilômetros. ''O projeto deve contemplar viadutos, passagens de nível e todos os elementos de aprimoramento necessários'', explica Santos Filho.
Trincheiras
Em Rolândia (região metropolitana de Londrina), estão previstas a construção de quatro passagens de nível, conhecidas como trincheiras, e uma passarela para pedestres. Segundo a assessoria de imprensa do município, os projetos foram concluídos e o início das obras está previsto no orçamento da União para 2013, mas ainda sem data exata para início, já que é necessário aguardar a licitação.
O ponto mais crítico é a interligação da Avenida Aylton Rodrigues Alves com a Rua Castro Alves, saída para o Distrito de São Martinho, porque interliga bairros populosos ao centro da cidade. Ainda segundo a assessoria da prefeitura, estão previstas trincheiras nas ruas Dom Pedro I, Deputado Waldomiro Pedroso e Barão do Rio Branco. A passarela será construída na Rua Dom João VI. As obras serão comandadas pelo Departamento Nacional de Infraeestrutura de Transportes (DNIT) e têm custo estimado de R$ 39,9 milhões.

mockup