Obras ainda não saíram do papel
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
As empreiteiras contratadas pelo Governo Estadual para realizar duas importantes obras em Londrina ainda não iniciaram as construções, apesar de as ordens de serviço terem sido assinadas no início de fevereiro. A construção do Centro de Detenção e da Ala de Queimados do Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) não saiu do papel. As obras são antigas reivindicações da comunidade local.
De acordo com o engenheiro-chefe do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), Walmir Matos, as empresas estão dando andamento às obras, com providências anteriores ao início prático. No caso da Ala de Queimados, a firma está selecionando funcionários para realizar a construção. Já as empresas responsáveis pelo Centro de Detenção estão fazendo um levantamento geológico do terreno. ''Até terça-feira, as máquinas que farão a terraplanagem deverão estar no local'', garantiu Matos.
A construção do novo presídio está a cargo de um consórcio formado pelas empresas Polo, de São Paulo, e Hejos, de Maringá. A ordem de serviço foi assinada em 1 º de fevereiro e o prazo para finalização termina em 1 º de dezembro. O presídio, cuja obra está orçada em R$ 11,185 milhões, será construído na Rodovia João Alves da Rocha Loures, na Gleba Ribeirão Cambé (Zona Sul), em frente à Unidade Social Oficial de Internamento de Londrina (Usoil), conhecida como Educandário.
Enquanto a construção do Centro de Detenção não começa, o sistema carcerário de Londrina sofre com a superlotação. Mais de 1.300 presos estão abrigados nos quatro distritos policiais que possuem carceragem e na Casa de Custódia (CCL) e na Penitenciária Estadual (PEL). O número total de vagas é de 942. Uma das situações mais graves é a do 2 º Distrito Policial (DP), onde 205 presos disputam espaço nas celas que abrigariam apenas 68.
O 3 º DP abriga 60 presas em 34 vagas. A situação do 5 º DP também é crítica: 81 detentos para 24 lugares. Já o 4 º DP tem 24 vagas. A reportagem foi informada que somente o delegado poderia informar o número atual de presos, mas ele não foi encontrado até o fechamento da edição. A superlotação também afeta a PEL (590 detentos em 504 vagas) e a CCL (420 em 288).
A Ala de Queimados do HU terá 700 metros quadrados e vai custar R$ 1,999 milhão. Como a ordem de serviço foi asssinada no dia 10 de fevereiro, a obra deve terminar até 10 de dezembro. A empresa responsável é a N. Dalmina, de Cascavel. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Hospital Universitário no início da tarde. A informação, no entanto, foi que nenhum diretor da instituição poderia comentar o fato ontem.


