As empreiteiras contratadas pelo Governo Estadual para realizar duas importantes obras em Londrina ainda não iniciaram as construções, apesar de as ordens de serviço terem sido assinadas no início de fevereiro. A construção do Centro de Detenção e da Ala de Queimados do Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) não saiu do papel. As obras são antigas reivindicações da comunidade local.
De acordo com o engenheiro-chefe do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), Walmir Matos, as empresas estão dando andamento às obras, com providências anteriores ao início prático. No caso da Ala de Queimados, a firma está selecionando funcionários para realizar a construção. Já as empresas responsáveis pelo Centro de Detenção estão fazendo um levantamento geológico do terreno. ''Até terça-feira, as máquinas que farão a terraplanagem deverão estar no local'', garantiu Matos.
A construção do novo presídio está a cargo de um consórcio formado pelas empresas Polo, de São Paulo, e Hejos, de Maringá. A ordem de serviço foi assinada em 1 º de fevereiro e o prazo para finalização termina em 1 º de dezembro. O presídio, cuja obra está orçada em R$ 11,185 milhões, será construído na Rodovia João Alves da Rocha Loures, na Gleba Ribeirão Cambé (Zona Sul), em frente à Unidade Social Oficial de Internamento de Londrina (Usoil), conhecida como Educandário.
Enquanto a construção do Centro de Detenção não começa, o sistema carcerário de Londrina sofre com a superlotação. Mais de 1.300 presos estão abrigados nos quatro distritos policiais que possuem carceragem e na Casa de Custódia (CCL) e na Penitenciária Estadual (PEL). O número total de vagas é de 942. Uma das situações mais graves é a do 2 º Distrito Policial (DP), onde 205 presos disputam espaço nas celas que abrigariam apenas 68.
O 3 º DP abriga 60 presas em 34 vagas. A situação do 5 º DP também é crítica: 81 detentos para 24 lugares. Já o 4 º DP tem 24 vagas. A reportagem foi informada que somente o delegado poderia informar o número atual de presos, mas ele não foi encontrado até o fechamento da edição. A superlotação também afeta a PEL (590 detentos em 504 vagas) e a CCL (420 em 288).
A Ala de Queimados do HU terá 700 metros quadrados e vai custar R$ 1,999 milhão. Como a ordem de serviço foi asssinada no dia 10 de fevereiro, a obra deve terminar até 10 de dezembro. A empresa responsável é a N. Dalmina, de Cascavel. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Hospital Universitário no início da tarde. A informação, no entanto, foi que nenhum diretor da instituição poderia comentar o fato ontem.

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