Obra valoriza imóveis da região
Albari RosaMarcos Assis Machado: ferrovia pode ser um empecilho à valorizaçãoO vice-presidente de loteamentos do Secovi (Sindicato da Habitação), Marcos Assis Machado, considera que a inauguração da nova via deve valorizar a médio e longo prazo os terrenos próximos da avenida. Machado acredita que no prazo entre dois e três anos haverá uma sobrevalorização dos preços. No entanto, ele destaca que nessa região existe um fator desfavorável, que é o trilho de trem.
Atualmente, um imóvel nos bairros Alto Cajuru, Rebouças e Capão da Imbuia com 100 metros quadrados custa em torno de R$ 40 mil, valor pelo menos duas vezes menor que os pagos em bairros como o Batel e Jardim Social. Também a média de idade dos imóveis da região é alta, superior a 15 anos.
Machado afirma que historicamente a região sempre teve imóveis baratos. Mas, mesmo assim, hoje é díficil vendê-los, afirma o empresário, que é presidente da Rede de Negócios Imobiliários. O maior empecilho, segundo ele, seria a estrada de ferro, que divide os bairros. Por isso, não haverá grandes explosões imobiliárias, diz.
O empresário afirma que este problema poderá ser contornado, como quando se construiu uma passarela que transpunha a BR-116 ligando o centro ao bairro do Guabirotuba e Jardim das Américas. Na época, a obra valorizou bairro, comenta. Ele estima que esta mudança e a possibilidade de se implantar uma linha de metrô na região deva modificar o padrão de edificações na região.
O empresário diz que mudanças maiores deverão acontecer quando a prefeitura realizar alterações na lei de zoneamento da cidade. Ele entende que em alguns trechos da nova via e outros bairros da cidade deverá haver modificação do potencial construtivo, possibilitando maior aproveitamento de espaço.(I.R.)





