Obra pode acabar com goteiras no terminal
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina Uma reforma iniciada há 15 dias deve finalmente acabar com um problema antigo e alvo de reclamação dos usuários: as goteiras no Terminal Urbano de Transporte Coletivo, na área central de Londrina. Segundo informações da secretaria municipal de Obras, a empresa responsável pelo serviço já fez a colocação de selante nas juntas de dilatação.
"Pelo que observamos não vedou 100%, então a empresa vai colocar calhas para direcionar a água para galerias pluviais", explicou o secretário interino de Obras, Claudemir Maistro.
A empresa PRP - Assunção terá mais 105 dias para finalizar a reforma no terminal, orçada em R$ 243.615,55. Há pelo menos três anos, no piso intermediário, uma lona foi instalada no teto em função das goteiras, resultantes da falta de uma manta de impermeabilização entre o concreto e o asfalto. O local, em dias de chuva, fica alagado, mesmo com a bombona instalada para conter a água.
Além disso, há problemas decorrentes dessa infiltração e de alguns desgastes típicos de um imóvel que recebe um fluxo intenso de usuários, além da necessidade de manutenção dos equipamentos para combater incêndios. Pelo local, circulam diariamente cerca de 120 mil usuários.
Georgina Pereira Dias, de 63 anos, disse que já escorregou devido às goteiras. "Felizmente não cheguei a cair", disse aliviada. Ela cobrou providências antes que aconteça algo grave. "O terminal não vai muito bem. Não está tendo uma estrutura para comportar todas as pessoas por causa dos vazamentos", analisou a estudante Larissa Anne Silva Faria, de 18, observando que às vezes é possível ver uma grande extensão do chão molhado por causa das infiltrações. Ela acrescentou que entre as escadas rolantes existe um vão em que as pessoas tropeçam e podem cair.
Já a dona de casa Maria Aparecida Santos Borges, de 45, cobrou a instalação de um piso antiderrapante.
Há cerca de 20 dias, quando a obra foi anunciada, o secretário de Obras, Walmir Matos, afirmou que seriam instaladas calhas para que a água da chuva fosse direcionada às galerias pluviais. Também informou que seriam realizadas adequações no sistema de combate a incêndios e melhorias nas instalações elétricas.
A última intervenção no terminal aconteceu em abril deste ano, quando o piso inferior recebeu um recape asfáltico. A primeira reforma no imóvel foi realizada três anos depois de sua inauguração, em 1991. Na época, parte da estrutura cedeu e houve necessidade de intervenção de professores do curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Londrina para evitar que a obra ruísse.


