Nos próximos dias será publicado o edital de licitação pública para a realização das obras de reforço da barragem, vertedouro, comportas e projeto paisagístico do Lago Igapó 2, na área central de Londrina. Segundo o secretário de Obras e vice-prefeito, Luiz Carlos Bracarense, a obra está orçada em R$ 1,5 milhão. Bracarense e o presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida, estiveram ontem na Câmara de Vereadores para esclarecer dúvidas sobre a obra.
O lago foi esvaziado em maio deste ano em função do comprometimento do vertedouro que apresentava rupturas e que, segundo o secretário de Obras, colocava em risco a ponte da transposição da Avenida Higienópolis, próxima ao Iate Clube.
Bracarense afirmou que até agora foram executadas as obras preliminares. A estrutura comprometida foi demolida; o solo mole (lodo) da área da barragem foi trocado por solo estrutural (argiloso) existente nas margens do lago (o lodo, por sua vez, foi colocado no lugar desse); e foi feita uma ensecadeira para isolar a área das obras e servir como base para o novo vertedouro.
Essa estrutura ficará a cerca de 90 metros de distância da ponte da Avenida Higienópolis e será feita em forma de escada. Segundo Bracarense, o vertedouro foi retirado de debaixo da ponte porque ela não suporta mais os esforços a que está submetida (tráfego de carros e água). A barragem existente será reforçada e ampliada.
Na região entre o vertedouro e a ponte da Avenida Higienópolis será formada uma espécie de lagoa permitindo o tráfego de pequenas embarcações entre os lagos 1 e 2. Mirante e pista de caminhada estão contemplados no projeto. Os vereadores questionaram a participação da Sanepar nos custos das obras, já que a empresa é uma das grandes assoreadoras do lago. Bracarense disse que o prefeito Nedson Micheleti (PT) encaminhou ofício à Sanepar notificando sua participação com serviços e custos das obras, em torno de R$ 1 milhão.
Porém, segundo o secretário de Obras, a empresa ainda não respondeu ao ofício. A AMA aguarda análise do solo feita pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), mas extra-oficialmente, segundo Cheida, há informações da presença de todo tipo de metal pesado.

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