Obra no Calçadão deve ser concluída até março
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sábado, 04 de fevereiro de 2012
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
A Sanepar iniciou nesta semana as obras de reparo do Calçadão (Área Central de Londrina), que devem ser concluídas até o dia 1º de março. Ao todo serão recolocados cerca de 250 metros quadrados de pavers e o projeto arquitetônico feito pela Prefeitura de Londrina será mantido. Devem ser gastos cerca de R$ 23 mil. A área foi danificada no dia 27 de janeiro, com o rompimento de uma tubulação de uma adutora de água.
O vazamento da adutora, pela madrugada, chegou a formar uma cratera de 2 metros de profundidade e 25 metros de diâmetro, que foi fechado no mesmo dia, após o conserto da tubulação. Esse trecho do Calçadão, entre as ruas Pernambuco e Hugo Cabral, havia sido revitalizado em 2010 pela Visatec, a mesma empresa que está executando a recolocação dos pavers.
O rompimento da tubulação interrompeu o fornecimento de água do início da Avenida Paraná até o cruzamento com a Rua Minas Gerais, além de ter resultado em muita lama e sujeira, causando transtornos a comerciantes e pedestres. Izaura Vieira é proprietária de um restaurante em frente ao local em que se formou a cratera. Ela reclamou que houve queda de 50% no movimento no dia do acidente e que a procura continua baixa. Segundo a comerciante, as obras têm inibido a presença de mais clientes no restaurante.
Segundo a operadora de caixa de um outros restaurante, Caroline Ribeiro, no dia do acidente os proprietários tiveram de recorrer a funcionários e clientes que residem na região para obter água. ''A água que tínhamos em nossas caixas d'água foi suficiente para fazer a comida, mas para lavar a louça ficou complicado, pois tínhamos que repor os pratos, taças e talheres'', relatou.
O funcionário de uma loja de eletrodomésticos, Cláudio Moura Alves, afirmou que o mármore do piso da loja cedeu e isso fez com que as travas das portas não se encaixassem corretamente. A consultora Pamela Amazonas de Aquino relatou que a porta de vidro da financeira em que trabalha era perfeita antes do vazamento, mas que agora ela só fecha depois de muito esforço. ''Eles ficam falando que não tem nada a ver com o vazamento de água, mas isso não é verdade'', reclamou.
A auxiliar de confeitaria Roseli Vaz lamentou que o Calçadão tenha que passar pela segunda reforma em menos de dois anos. ''É um dinheiro público jogado fora ter que refazer todo esse trabalho'', disse. ''Eles precisam ser mais sérios na hora de realizar essas obras'', acrescentou a dona de casa Elizângela Correia.
A diretoria da Sanepar relatou que já recebeu as reclamações dos comerciantes sobre as portas, mas que nenhum restaurante reclamou das perdas provocadas pelo vazamento de água. ''Não houve dano diretamente às pessoas e a rapidez do conserto fez com que o fornecimento de água estivesse normal às 12 horas, sendo que o cano rompeu às 2h40'', relatou Mara Lúcia Kalinowski, gerente regional da Sanepar. Ela afirmou que todas as solicitações de moradores e comerciantes da região foram atendidas.


