Um grupo de comerciantes de Maringá, proprietários de empresas localizadas na rua marginal da PR-317, saída para Campo Mourão, está revoltado com as obras de duplicação da rodovia. Eles reclamam que as vendas reduziram em 80% desde que a Viapar iniciou os trabalhos no local. Por causa das obras, a rua em frente das empresas praticamente se transformou em uma valeta estreita intransitável.
Os comerciantes contam que a dificuldade de acesso espantou os clientes, além da fachada das empresas ter ficado, em alguns casos, até seis metros abaixo do nível da rodovia. A situação piora ainda mais em dias de chuva por causa da lama que invade as empresas. Os comerciantes também reclamam que depois do início das obras, o acesso à rodovia deixou de ser direto.
Para o empresário Moacir Delmonico, proprietário da Rodo Tanques Brasil, indústria de manutenção de caminhões de transporte de inflamáveis, a situação é caótica. Ele vai dar férias coletivas aos funcionários por causa da falta de clientes. Os caminhões com até 20 metros de comprimento não conseguem mais entrar na indústria porque a saída exige manobras bruscas.
Segundo Luiz Cláudio Mioto, da Marfal Peças, o problema só ocorreu porque a Viapar, quando projetou a duplicação da rodovia, não levou em consideração o aspecto urbano do trecho. ‘‘Os engenheiros da Viapar dizem que nós estamos na faixa do DER, mas fomos autorizados pela prefeitura com o habite-se e o alvará para construir e trabalhar neste local’’, informa Mioto.
A rua marginal ainda não está inserida na planta oficial do município e vai ser criada pela prefeitura. O município também é o responsável pelas obras da nova marginal porque o serviço da Viapar se limita à rodovia. ‘‘Procurei um engenheiro da concessionária, mas a única resposta que tive era que agora o problema é meu’’, disse o empresário Delmonico.
Conforme o gerente da Pneumil, José Eduardo Moran, os comerciantes locais convivem com o problema há mais de quatro meses. Ele disse que o temor agora é pela demora nas obras da rua marginal. A Viapar informou, através da assessoria de imprensa, que o projeto de duplicação é essencial para o trecho da PR-317. A concessionária lembra que o local era um ponto crítico de acidentes, além de concentrar um grande fluxo de veículos entre Maringá e Campo Mourão e de acesso a outras regiões.

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