Obra na PR-317 deve ser invertida
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quinta-feira, 18 de abril de 2002
Sid SauerEquipe da Folha 
Campo Mourão - O presidente da Viapar (concessionária do lote 2 do Anel de Integração), Nilton Marquetti, disse ontem que as obras de duplicação da PR-317, entre Campo Mourão e Maringá, poderão ser invertidas a partir do ano que vem e passar a ser realizadas a partir de Campo Mourão e não mais de Maringá.
O programa é flexível e pode ser alterado, explicou Marquetti durante visita às obras da segunda etapa do anel viário de Campo Mourão. Segundo ele, até o final do ano ficará pronta a duplicação dos 23 quilômetros entre Maringá e Floresta. A partir daí, o canteiro de obras poderá se mudar para os 12 quilômetros de Campo Mourão a Peabiru.
O engenheiro do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) que coordena a fiscalização no lote 2, Ildeo Canali, explicou que as concessionárias trabalham com metas estabelecidas para cada três anos. Por enquanto o programa está definido até novembro. A Viapar e Secretaria de Estado dos Transportes ainda vão definir o que será feito no trimestre seguinte.
Vamos cobrar do governo que o canteiro de obras passe para Campo Mourão, anunciou o prefeito Tauillo Tezelli (PPS), que acompanhou a visita. Tanto para a Viapar quanto para o DER, a mudança é possível porque o trecho Campo Mourão-Peabiru é o segundo mais movimentado da rodovia, só atrás de Maringá-Floresta.
A estrada que liga Campo Mourão e Maringá tem 90 quilômetros e só deve estar totalmente duplicada em 2010. Marquetti frisou, no entanto, que as obras são apenas uma parte do trabalho das concessionárias. Segundo ele, a Viapar faz em média um atendimento a cada dez minutos nos 474 quilômetros de rodovias sob sua concessão.
O presidente da Viapar admitiu em entrevista que o pagamento de pedágio irrita os motoristas. É o negócio mais antipático do mundo, ressaltou. Ele afirmou, porém, que as queixas dos usuários estão diminuindo.


