Paulo Henrique Faria
De Londrina
Especial para a Folha
Um canteiro central que está sendo construído desde a semana passada em trecho da Avenida Harry Prochet, na zona sul de Londrina, em frente ao loteamento Jardim Burle Marx, da Royal Loteadora, está causando polêmica entre as pessoas que passam pelo local diariamente. Elas acreditam que a mudança pode aumentar os problemas da via, como a falta de bueiros.
A empresa de loteamento, responsável pela instalação do canteiro, informou que só seguiu as instruções da prefeitura, pois caso contrário não receberia a autorização para liberar o Jardim Burle Marx. O problema é que, além do canteiro ter tomado pelo menos duas pistas da avenida, afunilando-a num trecho de trânsito intenso, a obra só segue os últimos 200 metros da Harry Prochet.
‘‘Como isso é uma descida e o canteiro tem suas calhas, quando chover inevitavelmente a água da chuva será lançada no meio da pista’’, opinou o pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Paulo Guilherme Ribeiro, que usa a avenida diariamente. ‘‘Isso poderá causar muitos acidentes’’, concluiu.
Outro que está muito preocupado com a obra é o empresário Geraldo Chinezi, dono do Buffet Elite, que fica no ponto onde acaba o canteiro. ‘‘Minha preocupação maior é com a vida’’, afirmou Chinezi. ‘‘Os carros passam por aqui em alta velocidade. Como o espaço da pista diminuiu, eles vão transitar mais próximo ao buffet e vão colocar muitas crianças em risco’’, manifestou o empresário.
Chinezi também relatou que o canteiro tomou espaço que era usado como estacionamento pelos frequentadores do seu estabelecimento. Ele teme que a partir de agora os fregueses parem seus carros em cima do canteiro. ‘‘É uma estupidez fazer um canteiro tão largo. É só transtorno’’, reclamou. ‘‘Estou tentando marcar uma reunião com o prefeito Belinati (Antonio Belinati, do PFL) para dar um jeito nisso a풒, declarou.
O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), João Baptista Bortolotti, afirmou que o canteiro será extendido até o início da avenida e que sua largura é para dar mais segurança nos pontos onde serão feitos alguns retornos. ‘‘As baias de redução nos pontos de retorno tomarão cerca de 2,5 metros do canteiro, sobrando, assim, mais ou menos 3,5 metros, que é o espaço ideal para que um carro fique atravessado no meio da pista’’, explicou Bortolotti.
Segundo ele, as obras de extensão devem começar dentro de dois meses e, se for necessário, a sinalização da avenida será reforçada. Bortolotti também disse que reclamações como a do empresário e do pesquisador serão sempre bem-vindas, ‘‘pois serão encaradas como sugestão e a participação da população em obras públicas, o que é fundamental. É tudo (a construção do canteiro) por uma questão de segurança’’, garantiu o presidente do Ippul.Preocupação de usuários da avenida é com a segurança de frequentadores da região
Fotos Paulo WolfgangPERSONAGENS E OBRASA construção do canteiro central da Avenida Harry Prochet, em frente de um loteamento. Abaixo, o empresário Geraldo Chinezi, que tem estabelecimento bem em frente à obra. Por último, o pesquisador do Iapar, Paulo Guilherme Ribeiro, que trafega pela avenida diariamente

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