Técnicos do Instituto de Criminalística de Londrina vistoriaram ontem, em Apucarana, o barracão da Smaiki Indústria e Comércio de Confecções Ltda., que desabou no dia anterior, deixando mais de 20 funcionários feridos. A partir das informações levantadas, os peritos liberaram a área para a retirada do entulho, resultante da queda do teto e de uma parede lateral.
Uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) também esteve no local para avaliar as causas do acidente e produzir um relatório. Engenheiros do Crea e da Secretaria Municipal de Obras já concluíram que o desabamento foi provocado por uma obra irregular, iniciada num terreno vizinho.
Segundo o secretário municipal de Obras Celso Marchi, os proprietários do lote, Paulo de Freitas e Adilson de Freitas, contrataram os serviços de uma empresa de terraplenagem. ‘‘O objetivo era nivelar o terreno, removendo parte da terra existente no local para construção de um muro de contenção’’, explicou Marchi.
Segundo o secretário, a retirada de uma faixa de terra situada junto à indústria de confecções Smaiki fez ceder a base do barracão, que desabou.
Com a liberação do barracão pelo Instituto de Criminalística, os proprietários da Smaiki Jeans começaram ontem mesmo a retirar cerca de 25 máquinas e outros equipamentos que estavam sob os entulhos. Por enquanto, conforme disse Marli Simões, sócia-proprietária da empresa, não há previsão de quando a indústria retomará a produção.

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