Obra fica parada por falta de recursos
A construção da Casa do Deficiente Visual de Maringá está parada há mais de três meses por falta de dinheiro para a obra. A casa foi projetada para ter dois pavimentos. O de cima abrigaria 40 deficientes visuais em 20 quartos. No térreo funcionaria o setor administrativo.
A construção foi iniciada há cerca de um ano pela Associação dos Deficientes Visuais de Maringá (Adevimar), com dinheiro arrecadado no comércio e pequenas e médias empresas. Não há recursos da prefeitura ou do governo do Estado investidos na obra.
O presidente da Adevimar, César Gualberto, explicou à Folha que a idéia de construir a casa surgiu da necessidade de os deficientes carentes da cidade terem um lugar para morar. Temos mais de 100 deficientes visuais inscritos na associação e acreditamos que existam mais de 200 em Maringá. A maioria provavelmente carente, precisando de um aconchego, disse Gualberto, que já foi vereador por Maringá.
Como vereador, ele conseguiu a doação de um terreno para a entidade, de 360 metros quadrados, localizado na Rua Jacó do Bandolim, no bairro Jardim América. Gualberto calculou que gastaria cerca de R$ 30 mil com a construção da casa. Aproximadamente R$ 10 mil já foram gastos com cimento, cal, areia, lajotas e as obras de fundação. Mas agora, com quase todo o material comprado, precisamos pagar a mão-de-obra, que custa cerca de R$ 20 mil e não temos, afirmou.
Ele explicou que a idéia é abrigar 40 deficientes visuais pelo período de um ano. Eles serão obrigados a estudar e a procurar emprego, com a ajuda da associação. Depois de um ano, darão seus lugares a outros carentes. Essa obrigação fará parte do contrato que o carente vai assinar com a Adevimar antes de entrar na casa.
O deficiente terá roupas, cama e alimentação de graça. A casa está sendo construída próximo ao comércio do bairro e a pontos de ônibus, para ajudar na locomoção do deficiente.Marcos NegriniConstrução da Casa do Deficiente Visual foi iniciada há cerca de um ano, mas a obra está parada há 3 mesesMarccio W. Varella





