Moradores do Jardim Ideal (zona leste de Londrina) cobram uma explicação da Prefeitura de Londrina. Há duas semanas, a capela mortuária do bairro amanheceu com os muros que protegiam as entradas derrubados. O mato alto também toma conta do entorno da construção. Eles reclamam que falta manutenção por conta da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf), responsável por este trabalho. "Queremos ver quanto tempo vai ficar assim agora. Está muito feio", reclama o presidente da Associação de Moradores do Jardim Ideal e adjacências, Vandercy Garcia, morador do bairro há quase 30 anos.
O presidente da associação quer uma posição da Prefeitura porque, segundo ele, foi a própria população quem se mobilizou para construir a capela, há 15 anos. "Isso aqui tudo foi dinheiro nosso. A população correu atrás, conseguiu doação de material. Foi investido quase um total de R$ 80 mil, então o mínimo que deveriam ter feito era ter procurado a associação, que está aqui para isso mesmo", esbraveja o morador.
"Simplesmente chegaram aqui e começaram a quebrar. Isso deixa a gente muito chateado, porque é dinheiro nosso que foi investido. Ao menos tivesse quebrado e terminado logo a obra. Já faz mais de duas semanas que está nessa situação", continua Garcia.

Obra em capela mortuária é alvo de reclamações
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Segundo ele, a obra iniciada impossibilita a realização de velórios no local, o que tem gerado bastante queixa por parte dos moradores. "A população tem reclamado bastante dessa situação. O local está abandonado, falta pintar, passar veneno, pois tem água parada, precisa fazer uma limpeza geral. Já faz uns quatro meses pelo menos que não há velório. E aí quando precisa tem que procurar outra capela da cidade. Aqui a capela é um bom local, ao lado do cemitério", defende. De acordo com Garcia, após a construção, a associação entregou as chaves da capela à Acesf, que então ficou responsável pela administração do local.
Na capela do Jardim União da Vitória (zona sul), também há problemas. Por lá, há lixo por recolher, parte da calçada cedeu, o que dificulta a circulação de pedestres, inclusive de deficientes físicos, já que o piso tátil também foi avariado. A reportagem contou pelo menos dois vidros de janelas quebrados, provavelmente decorrente da ação de vândalos.
Um vizinho que mora em frente ao local conta que tem feito o corte de galhos das árvores das calçadas quando necessário. Uma equipe de apenados sob orientação da Acesf esteve recentemente no local e fez a pintura dos muros. "Abandonado totalmente não está, mas zelado como deveria também não está", reclama o morador, que pediu para não ser identificado. A Acesf informou que a manutenção do local está na programação e deve ocorrer nos próximas semanas, após o término da reforma da capela do Distrito de Guaravera.
A autarquia esclareceu também que o terreno onde está instalada a capela do Jardim Ideal pertence a ela desde que lhe foi doado em 2001, porém não confirmou quem a construiu. O diretor técnico Ademir Gervásio de Souza Júnior citou apenas que o trabalho não foi realizado por funcionários da autarquia, que é a responsável pela administração do local.

Obra em capela mortuária é alvo de reclamações
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O dirigente explicou ainda que um ato de vandalismo registrado no início de outubro motivou a reforma e a interdição temporária da capela. "Arrebentaram portas, janelas, levaram botijão de gás, quebraram o fogão, fizeram um estrago grande, o que nos obrigou a interditar o local. E agora vamos começar a obra justamente para corrigir o que foi danificado e proporcionar um ambiente melhor", justifica, acrescentando que o local deverá receber melhorias internas, como o reforço da marquise e a troca dos pisos. Ainda não há uma previsão de término da obra.
"Também já foram feitas várias melhorias por lá e ninguém nunca questionou nada, muito pelo contrário. E continuamos abertos para sugestões com o pessoal da associação dos moradores", afirma Júnior.
Segundo o diretor da Acesf, há uma programação de manutenção regular que envolve todas as capelas instaladas na zona urbana e nos distritos, mas admitiu que por conta do quadro reduzido de funcionários não é possível realizar manutenção "no tempo que a gente queria". "Temos muitos problemas com vandalismo nestes locais também o que dificulta o nosso trabalho. A gente vai lá, conserta o vidro, a telha, e passa dez dias está tudo quebrado de novo", queixa-se.
Por outro lado, a reportagem encontrou outras quatro capelas em boas condições de manutenção, nos jardins Maracanã, Santa Rita 1 e Bandeirantes e no Conjunto Ernani Moura Lima.

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