Salto Caxias é a terceira maior usina da Copel, menor apenas que as de Foz do Areia e Segredo. É a primeira usina brasileira a seguir toda a legislação ambiental e a primeira a ter indenizado todas as propriedades um ano antes de formar o seu reservatório. A indenização foi concluída em julho de 1997, com o pagamento de R$ 45 milhões pelas 1.108 propriedades (9.557 alqueires) que foram alagadas.
Entre os 26 programas de natureza ambiental e social desenvolvidos a partir do Relatório de Impacto Ambiental (Rima), estão 19 projetos para o reassentamento das 600 famílias que residiam e trabalhavam nas áreas alagadas. Ao todo, foram beneficiadas cerca de 2.800 pessoas. Neste programa de reassentamento, que é considerado um modelo de reforma agrária, o governo paranaense investiu R$ 95 milhões.
Os agricultores, pequenos proprietários de terra, arrendatários, meeiros, parceiros e trabalhadores rurais, que ocupavam a área hoje alagada, foram instalados em terras que eles mesmos ajudaram a escolher. Outras 425 famílias optaram por receber cartas de crédito.
A empresa de energia adquiriu 10 áreas, num total de 7.682 alqueires, nos municípios de Cascavel, Ibema, Catanduvas, Campo Bonito, Três Barras do Paraná, Boa Esperança do Iguaçu e Nova Prata do Iguaçu. Nenhuma das áreas está distante mais de 150 quilômetros do ponto de origem das famílias.
Nas terras foram implantadas estradas internas, construídas moradias, galpões e paióis, preparado o solo para o plantio, instaladas redes de água e energia elétrica, e edificadas estruturas comunitárias. A Copel também ofereceu orientação rural especializada para os agricultores e firmou convênios com as prefeituras para que os agricultores tivessem acesso aos sistemas de saúde, educação e assistência social dos municípios.

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