O projeto para reforma do Hospital Universitário, com a previsão de recursos do governo estadual, prevê a ampliação da ala central do setor de internação, que seria alargada e ganharia novos pavimentos. O diretor-superintendente do HU, Cláudio Camacho Biazin observa que a obra não substitui nem compromete a reforma já definida dentro do plano diretor do hospital - e que está avaliada em R$ 30 milhões. O projeto final da reforma será fechado nas próximas semanas e ainda não há definição de quantos leitos seria possível aumentar com a obra.
Camacho garantiu que sem esse aumento no número de leitos não será possível firmar convênios com planos de saúde para atendimento particular. No máximo, ele diz, atingiria exames que não exigem internação. ‘‘Não se cogita prejuízo aos pacientes do SUS. Pelo contrário: queremos aumentar a qualidade do serviço e o número de atendimentos.’’
Camacho disse também que implantar projetos de captação de recursos não significa um distanciamento dos objetivos originais de uma instituição pública de ensino. Ele cita outras instituições, como o Hospital das Clínicas e o Incor, de São Paulo, que têm na prestação de serviços uma fonte importante de renda para manter a boa qualidade no atendimento. ‘‘A própria clientela do SUS acaba sendo beneficiada.’’ (L.H.)

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