Curitiba Foi apresentado, ontem, pela primeira vez, o anteprojeto paisagístico e arquitetônico do futuro Jardim Botânico de Londrina, durante reunião semanal do secretariado, no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Orçado em R$ 8 milhões, o parque terá 110 hectares de área dos quais cerca de 60% correspondem a mata nativa, além de incluir o Ribeirão Cafezal na Zona Sul, próximo ao Iapar (Instituto Agranômico do Paraná). A estimativa é que no final do ano parte do Jardim Botânico esteja aberto para visitação. O coordenador de Biodiversidade da Secretaria de Meio Ambiente, Ricardo Ramires, acredita que daqui a 60 dias começam as obras de edificação no local.
A apresentação foi feita pelo secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, e pelo arquiteto Orlando Busarello, responsável pelo anteprojeto. Segundo o secretário, o empreendimento será o primeiro jardim botânico, de fato, do Paraná, por atender ao novo ordenamento do Ministério do Meio Ambiente, que define-o como um centro de referência de preservação ecológica, práticas de pesquisas e extensão (terá como parceiras a PUC e o Iapar), educação e formação ambiental, além de espaço para turismo e lazer.
Concepção Se depender do anteprojeto, Londrina pode aguardar um requintado e belíssimo Jardim Botânico, com potencial para mudar o paradigma de turismo na região Norte. O lugar apresenta características paisagísticas e ambientais importantes, a exemplo da mata nativa, cuja vegetação muda de acordo com as estações do ano e traz espécies ameaçadas, como a peroba. Para Busarello, trata-se de uma concepção na qual a arquitetura é coadjuvante e se desmaterializa para valorizar a natureza, grande protagonista.
Já na entrada, o pórtico foge do comum, tem caráter lúdico e se apresenta como uma escultura cinética formada por 36 colunas metálicas. No topo terá placas que se movimentam com o vento. O maior paisagista brasileiro, Roberto Burle Marx, ganha homenagem com uma praça que traz jardim com forte apelo paisagístico e a ''Dança das Águas'', jatos de água surgindo de pisos impermeáveis.
Na entrada fica concentrada a maior parte das edificações: centro de apoio e recepção ao visitante e Praça do Café, entre outros. Num setor especial, ficarão os jardins temáticos. Também estão planejados a construção de dois lagos que vão represar água de nascentes já existentes. O Arboreto, com 300 mil metros quadrados, vai dispor de uma coleção de espécies da flora com objetivos científico, educativo e estético. Ainda está previsto a criação de um Insetário, lugar que vai abrigar numa grande tenda de malha transparente, possivelmente, borboletas; e um anfiteatro. (F.G.)

mockup