Após muita cobrança por melhorias na região do Patrimônio Caramuru, na zona rural de Cambé, a comunidade da região comemorou o início da construção da nova ponte sobre o Rio Três Bocas, na divisa entre Rolândia e Arapongas. A antiga estrutura de madeira, mesmo caindo aos pedaços, foi usada durante décadas pelos moradores para o transporte do milho, trigo e soja. O problema é que a plataforma, que seria reforçada com vigas de concreto, até começou a ser feita, mas, dias depois, a obra foi paralisada e agora a passagem de veículos está impedida. O prazo para entrega das vigas ainda não foi confirmado pela empresa de Maringá responsável pela obra.
Os produtores rurais até entregaram um abaixo-assinado na Prefeitura de Cambé. Com a pressão popular, o município elaborou o projeto e abriu a licitação em busca de uma empresa para executar a obra. Isso ainda em 2014. A construção, porém, só começou em junho deste ano. Localizada a cerca de sete quilômetros da BR-369, a nova estrutura teria 13 metros de comprimento por seis metros e meio de largura.
"Esperamos que retomem a obra o mais breve possível. Esta ponte é muito importante para todos da região", destaca a produtora rural Márcia Mendonça. Fazendo a ligação entre Cambé, Arapongas e Rolândia, o trecho é usado por muitos veículos pesados: caminhões carregados, colheitadeiras e tratores.
O problema é que enquanto a construção não é retomada, o local permanece mal sinalizado e com objetos usados pelos operários deixados abandonados. Ficaram apenas sacos com terra para impedir o acesso e evitar acidentes no local. "Usamos uma outra ponte, localizada a uns 300 metros. Ela está sobrecarregada com a grande quantidade de veículos e também já começa a cair", acrescentou o agricultor José Álvaro Lopes.
A falta de sinalização nas proximidades do canteiro de obras oferece riscos para um motorista desavisado. O risco de queda no rio existe. Além disso, depois de serem usados pelos operários, um banheiro químico e um contêiner foram deixados no local. Uma chuva forte pode tombar o banheiro e o produto químico em seu interior contaminar a águia.
De acordo com o secretário municipal de Obras de Cambé, Osmarino Manzoni, ainda não há previsão para a retomada da obra. "Mas a cabeceira já foi concluída, no começo de junho. Agora temos que aguardar a chegada das vigas de concreto. A empresa responsável pela produção e entrega é de Ponta Grossa. São 12 vigas, com 13 metros de comprimento cada", explica Manzoni. "Esta empresa foi contratada pela empreiteira que venceu a licitação para realizar a obra. O trabalho ainda está dentro do prazo. A entrega é para setembro", ressaltou.
O projeto para a construção foi divulgado em agosto de 2014. Porém, só começou a sair do papel em junho de 2015. Manzoni afirma que a Prefeitura, apesar do "plano em mãos", abriu quatro processos de licitação. "Todos terminaram desertos. As empresas não assumiram a obra, argumentando diversos problemas. Situação que atrasou tudo", admitiu. Sobre os objetos deixados no local, apesar da paralisação, o secretário assegurou que a empreiteira é a responsável pelos equipamentos.

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