Obra de pedágio provoca novo protesto
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quarta-feira, 21 de janeiro de 1998
Edna Mendes 
Cerca de 500 pessoas realizaram ontem pela manhã, em São Miguel do Iguaçu (45 km ao norte de Foz do Iguaçu), um protesto contra as obras da praça de pedágio que estão sendo realizadas pela empresa Rodovia das Cataratas S.A., concessionária do trecho entre Guarapuava e Foz do Iguaçu da BR-277.
A praça de pedágio está sendo construída a cerca de cinco quilômetros do centro da cidade. Os manifestantes alegam que a construção da praça no local irá prejudicar os cerca de cinco mil moradores das localidades de Cotiporã, Nova Roma, Santa Elízia, Guanabara, Barro Preto e Castelo Branco, que terão que pagar pedágio para entrar na cidade.
Para que os moradores das localidades da região não precisem pagar pedágio ao entrarem na cidade, a praça teria que ser construída dois quilômetros adiante do atual local.
O protesto foi organizado pela Associação Comercial e Industrial de São Miguel do Iguaçu e pela Sociedade Rural do Extremo-Oeste. Participaram moradores, políticos e comerciantes.
Segundo o secretário municipal de Finanças, Volnei Adamante, que participou do protesto, se a obra da praça de pedágio chegar a ser concluída, a prefeitura irá construir uma estrada secundária para que os moradores da região não sejam prejudicados.
Não podemos permitir que os moradores da região sejam obrigados a transportar mercadorias e fazer compras em outra cidade por causa do pedágio. Se a obra não for paralisada o prefeito Armando Luiz Polita (PMDB) já se posicionou a favor da construção de uma estrada secundária, afirmou. Adamante também disse que a comissão que protestou contra o pedágio aguarda que a juíza Sandra Tamara Gayer conceda uma liminar favorável a paralisação das obras.
O diretor-técnico da Rodovia das Cataratas S.A., Roberto Socorro Gonzales, disse que a empresa não irá mudar o local da praça de pedágio. Do perímetro que tínhamos para escolher o local para a construção da praça, este onde ela está sendo construída foi o melhor que encontramos. Tem boa visiblidade, não tem curva, é bem nivelado. Nós achamos que é praticamente impossível que a praça seja construída em outro local, afirmou.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o tráfego não foi prejudicado, mas os manifestantes estragaram parte da obra da praça de pedágio jogando terra em cima do concreto.
Acordo O secretário de Transportes do Estado, Heinz Herwig, deve propor, ainda hoje, um novo acordo entre a concessionária Viapar, exploradora do trecho Cambé/Cascavel (BR-369), e a prefeitura de Rolândia (25 km a oeste de Londrina), sobre o local da instalação da praça de pedágio. A empresa quer construir o pedágio no Contorno Sul de Rolândia. Ontem à noite, representantes da comunidade estiveram reunidos para definir as propostas que não prejudiquem os usuários da região.


