Obra de escola está parada há 3 meses
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domingo, 18 de março de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Os mais de 1,3 mil alunos de ensino fundamental e médio do Colégio Estadual Professora Ubedulha de Oliveira, no Conjunto Luiz de Sá (Zona Norte de Londrina), estão enfrentando o forte sol dos últimos dias de verão para fazer aulas de educação física, enquanto as obras da quadra coberta estão paradas desde o mês de dezembro. Os motivos do atraso, segundo a construtora responsável, foram as chuvas e uma mudança no projeto original.
As telhas de aço galvanizado já estavam compradas mas tivemos que devolver para a fábrica, em Santa Catarina, porque o projeto inicial previa cobertura branca e posteriormente o governo do Estado resolveu adotar a cor azul e colocar a sua logomarca, explica o engenheiro Fábio Simões Prado, da Linear Construções Civis, empresa que venceu a licitação. Segundo ele, as telhas com a nova cor devem ser entregues até o final deste mês e a obra terá que ser concluída até 15 de abril, data limite do contrato, que foi prorrogado por 60 dias.
A demora na conclusão, porém, não é a única queixa de alunos e membros da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF). Até onde sabemos, o projeto não prevê iluminação elétrica para a quadra. Isso aqui à noite é uma escuridão só, dá até medo. Se ficar assim, os alunos da noite não vão poder usar, diz a integrante da associação, Celi Aparecida de Lima, que mora nos fundos da escola, a poucos metros da nova construção.
Ela lembra que a escola reivindica a construção de uma quadra coberta há vários anos. Fico preocupada com minha filha. Já teve casos de alunos que desmaiaram de tanto ficar no sol, em época de gincana, e tem professor com problemas de pele. Tem pais que pedem para os filhos não fazerem aula de educação física, argumenta Celi.
O engenheiro responsável pela obra confirma que a quadra não terá luz. O governo adotou um modelo padrão para todas as escolas, tanto para as quadras que estão sendo construídas como para as que estão apenas sendo cobertas. Segundo Prado, os projetos prevêem o uso de telhas translúcidas, que permitem a entrada da claridade do sol e dispensam o uso de lâmpadas durante o dia.
A quadra do Colégio Ubedulha tem 693,20 metros quadrados e está orçada em R$ 163 mil. De acordo com cálculos da APMF, seriam necessários mais R$ 15 mil para a instalação elétrica, uma quantia que a escola não dispõe.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu) informou, através da assessoria de imprensa, que nenhuma das 180 quadras já construídas ou em construção no Estado possuem iluminação, o que não impede que as escolas providenciem a instalação elétrica.
A Sedu informou ainda que no caso do Ubedulha, as telhas tiveram que ser trocadas por estar fora das especificações. Quanto à logomarca do governo, já estaria prevista no projeto original.


