Obra de aeroporto recomeça amanhã
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terça-feira, 27 de outubro de 1998
Marcos Zanatta 
As obras do novo aeroporto de Maringá serão retomadas amanhã, com a construção do terminal de passageiros, orçado em R$ 4 milhões. Os recursos serão liberados pelo governo do Estado e Ministério da Aeronáutica. O prazo para a conclusão do terminal é de 10 meses. A prefeitura prepara agora a concorrência para a construção das obras complementares. Para entrar em operação, o aeroporto depende ainda da área destinada ao grupo de salvamento, sistema de sinalização, estacionamento e pavimentação do acesso. O terminal de cargas será construído com verbas do programa Paraná Urbano.
O novo aeroporto de Maringá será um dos mais modernos do Paraná, com pista de 2,2 mil metros de extensão e piso de concreto rígido nas cabeceiras. A área total construída será de 228 mil metros quadrados. O Instituto de Pesquisa e Planejamento de Maringá (Ipplam) fez a readequação do projeto original, permitindo melhor aproveitamento da área e colocando as condições de operação da pista entre as melhores do País. A intenção da prefeitura é concluir as obras necessárias para iniciar a operação até maio do próximo ano, quando Maringá completa 52 anos de fundação.
Mesmo com a previsão de entrega da obra, a prefeitura não sabe o que vai fazer do velho aeroporto, instalado em uma área residencial. A idéia do ex-prefeito Said Ferreira (PMDB) era a de urbanizar e lotear a área, mas com a mudança de administração o projeto foi abandonado. O atual prefeito, Jairo Gianoto (PSDB), nunca se posicionou a respeito. Sua assessoria alega que é preciso rever os documentos de cessão da área, que originalmente era da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, empresa que colonizou a região.
Nos contratos entre o Município e a companhia, toda área cedida para implantação de bens públicos deve ser retornada à empresa quando não serve mais à proposta original. Mas nem a companhia nem a prefeitura falam a respeito da devolução da área onde está o aeroporto.
O governador Jaime Lerner (PFL) já prometeu, em duas vezes em que esteve na visitas na cidade, apresentar um projeto para a área, com pouco mais de 20 alqueires. A preocupação dos moradores é que o velho aeroporto seja desativado sem nenhum projeto de ocupação da área, como aconteceu com a antiga rodoviária.
Desde a inauguração da nova rodoviária, em maio passado, o velho prédio ficou praticamente abandonado. Como as lojas são todas de particulares, a prefeitura não tem poder para decidir o que fazer do prédio. Os lojistas e donos de boxes cobram da prefeitura a reforma do local e defendem a transformação da velha rodoviária em um shopping 24 horas.
Para isso, além de melhorar o prédio, o Município teria que reformar toda a Praça Raposo Tavares, localizada em frente. Com a rodoviária desativada, servindo apenas para os ônibus metropolitanos, a área hoje é frequentada por desocupados e infratores.


