Obra da Goiás deve ser reiniciada mês que vem
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A prefeitura de Londrina já está com as chaves da casa da professora aposentada Maria Aparecida Berbicz, 60 anos, último imóvel que precisava ser demolido para permitir a duplicação da Rua Goiás (Centro). Ela desocupou a residência na última sexta-feira, depois de chegar a um acordo com a Procuradoria do Município sobre o valor da desapropriação.
Segundo o advogado da moradora, Reginaldo Monticelli, ''após concessões mútuas'', os dois lados concordaram com o valor de R$ 124,8 mil, baseado em avaliação feita por um perito judicial. A aposentada pedia R$ 129 mil e a prefeitura, a princípio, queria pagar apenas R$ 82 mil. ''Agora o acordo só precisa passar pelo crivo do Ministério Público (MP) e ser homologado pelo juiz. A proprietária já entregou as chaves'', disse o advogado.
Junto com seu pai, de 89 anos, uma filha e um neto, Maria Aparecida se instalou provisoriamente na casa de um familiar. Por mais de uma vez, ela relatou à FOLHA sua dificuldade em encontrar um imóvel que abrigasse a família com o mesmo conforto da casa de madeira da Rua Goiás, onde residia há 42 anos. A professora chegou a ser intimada a deixar a residência no início de setembro, mas recorreu na Justiça. Agora, segundo o advogado, ela já tem uma nova casa em vista.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, disse que o imóvel deve começar a ser desmanchado hoje. A prefeitura também está concluindo a demolição de parte de um petshop localizado na esquina da Goiás com a Avenida Juscelino Kubitschek. ''As pendências relacionadas a imóveis estão todas solucionadas. Agora precisamos encaminhar a documentação à Caixa Econômica Federal, para conseguir a liberação dos recursos'', apreciou.
Freitas informou que as obras de duplicação da via devem ser retomadas no final de novembro. Ele estimou o prazo de conclusão em seis meses, com a ressalva de que as chuvas de verão ainda podem atrasar os trabalhos. Orçado em R$ 600 mil, o empreendimento foi iniciado em agosto do ano passado. Catorze imóveis tiveram que ser desapropriados.


