O governador Jaime Lerner (PFL) afirmou ontem que o Estado deverá liberar em breve R$ 340 mil para dar continuidade às obras da Cadeia Pública de Londrina. A garantia foi dada ontem de manhã durante visita à cidade. A construção da cadeia, em um terreno da zona sul, teve início em agosto do ano passado e foi praticamente paralisada em novembro. O governo do Estado alegou dificuldades financeiras para o ritmo lento das obras. Ontem, ao ser questionado sobre a cadeia, o governador disse que ‘‘esta semana’’ os recursos seriam liberados.
Confundindo valores, Jaime Lerner chegou a falar que os recursos seriam de R$ 340 milhões. Questionado, ele refez os cálculos e se corrigiu. ‘‘São R$ 340 mil que já estão no orçamento’’. Ele admite que o valor não é suficiente para concluir a obra, mas apenas para dar continuidade.
A construção da Cadeia Pública está orçada em R$ 2,5 milhões. Pelo projeto, são 3.600 metros quadrados de área construída e capacidade para 300 detentos. A previsão inicial era da obra estar concluída em junho deste ano, contribuindo para desafogar os distritos policiais que estão superlotados.
O governador informou que a liberação de verbas para a reforma do Hospital Universitário (HU) será discutida em uma reunião entre o reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, e a Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. ‘‘Vamos ver o que se pode avançar no projeto do HU, que é importante para Londrina.’’
Testa confirmou a reunião para a próxima terça-feira. A reforma total custaria R$ 30 milhões, mas o HU está reivindicando inicialmente R$ 7 milhões para ampliação de leitos. A direção pretende, com a reforma, cobrar alguns serviços de pacientes conveniados e particulares para aumentar recursos do hospital.
O governador disse ainda que a previsão de corte de 10% no quadro de servidores não tem relação com o projeto de autonomia das universidades públicas. ‘‘A medida é geral e foi tomada pelo Crafe (Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado) e depois vamos ver o que pode ser feito em relação às universidades’’, observa. A proposta de autonomia foi apresentada pela Associação Paranaense dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), que afirma ser contra as demissões.
Ao saber que a Associação dos Professores do Paraná (APP/Sindicato) vai ingressar com uma ação de inconstitucionalidade contra a lei que instituiu o Paranaprevidência, o governador comentou: ‘‘A APP vai estar indo contra o povo do Paraná e contra o funcionário público porque o Paranaprevidência vai beneficiar a todos’’. O fundo foi criado pelo governo para financiar a aposentadoria dos servidores estaduais.

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