A obra de reforma e ampliação da PR-445, próxima ao campus da UEL, está criando sérios problemas para os moradores do Jardim Colina Verde (zona oeste). O motivo: com a nova pavimentação e o serviço de galeria ainda não concluídos, a água da chuva avança com intensidade acima do normal sobre ruas e casas da região, carregando muita sujeira. Em alguns locais, onde o sistema de escoamento não dá conta do volume de água, o cenário já é de destruição.
As reformas na PR-445 fazem parte de um convênio entre a Secretaria de Obras do Paraná com a Prefeitura. O Governo do Estado ficou encarregado de promover a pavimentação da rodovia, enquanto a Prefeitura executa toda parte de infra-estrutura, com formação de terraplanagem e galeria de águas pluviais.
Até agora, o maior prejudicado com a situação foi o empresário Nilson Mauro Malinoski, que tem casa na rua Açucenas. Ele conta que a forte chuva do dia 15 de novembro derrubou um muro com aproximadamente três metros de altura - que fica nos fundos da casa -, passou pelo jardim e destruiu também o muro da frente. Todo o sistema de acionamento eletrônico do portão ficou comprometido, sem contar horta, jardim e gramado mantidos pelo empresário.
‘‘Antes podia chover bastante que não acontecia isso’’, atesta o morador. Segundo ele, se o muro tivesse arrebentado poucos metros atrás, em frente à casa, a estrutura da construção estaria também comprometida.
Na última segunda-feira a chuva voltou a cair e com forte intensidade. Desta vez, Malinoski teve o cuidado de gravar em vídeo a chuva e tudo mais que veio com ela: a fita mostra que se formou uma espécie de rio descendo sobre o quintal do morador e também sobre as ruas em frente à casa. Junto com a água, muito entulho.
O morador diz que espera ser ressarcido do prejuízo material que teve até agora. Mas o ele quer mesmo é que a situação seja resolvida o mais breve possível, para que novos transtornos não aconteçam no local.
O engenheiro Luiz Henrique Geraldo, do Departamento de Viação da Secretaria de Obras e responsável pela execução e fiscalização das obras na PR-445, diz que já conhece o problema na residência de Malinoksi e a expectativa, segundo ele, é que até o final do mês tudo já esteja resolvido.
Luiz Geraldo explica que o local é um ‘‘ponto crítico’’, porque há acúmulo de água, e a situação realmente piorou com a reforma na rodovia, já que houve alteração de terreno e retirada de parte da vegetação. ‘‘Ali também falta complementação de galeria’’, explica o engenheiro.
O engenheiro acrescenta que, sob a residência, já existe um sistema de galeria que acabou entupindo com a intensidade da chuva do dia 15. ‘‘Foi uma chuva atípica’’, aponta. Para resolver o problema, ele diz que será necessário dar sequência à tubulação em mais algumas quadras, além de aumentar a captação de água.
Segundo Luiz Geraldo, a produção de uma nova tubulação já foi providenciada e o serviço será feito de uma só vez, assim que o material estiver disponível.
O secretário municipal de Obras, Márcio Strini, afirmou ontem, no final da tarde, que primeiro vai tomar conhecimento técnico da situação para depois avaliar se há ou não responsabilidade da Prefeitura nos prejuízos causados à casa do empresário.

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