Objetos que contam a história de milhares de nascimentos
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terça-feira, 07 de dezembro de 2010
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Na Capital, o médico obstetra Cristovam Costa do Amaral, de 67 anos, guarda em casa objetos que contam um pouco da história dos nascimentos de milhares de curitibanos Coube a ele ficar com a maleta com todos os instrumentos de obstetrícia usados pelo seu tio Vitor Ferreira do Amaral Filho para realizar partos a domicílio durante vários anos do século passado
''Meu tio atendeu grande parte da população de Curitiba a partir de 1940 e durante uns 30 anos Mesmo depois da fundação da maternidade, a maioria dos partos era em casa Como a demanda era grande, a maternidade fazia atendimento para o primeiro nascimento porque o médico ainda não sabia como era a mulher, mas os outros eram em casa mesmo'', diz Cristivam recebeu de herança do tio, ainda, dois livros de ginecologia do fim do século 19, um deles com dedicatória do ex-governador o Estado e também médico João Cândido Ferreira
A herança de Cristovam ganha importância especial, se considerarmos que o seu avô era o médico Vitor Ferreira do Amaral, que nos anos de 1912 e 1913 foi um dos fundadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ao lado do também médico Nilo Cairo, e da primeira maternidade do Estado, que em 1930 veio a receber seu nome
Cítara austríaca
Já a enfermeira Maria de Castro Bedusche, 64 anos, tem em casa móveis que fizeram parte da vida de seus antepassados É o caso de uma sala de jantar, que pertenceu aos avós, vasos e um roupeiro de sua tataravó, e uma cítara austríaca - que ela nunca tocou porque não conseguiu encontrar quem a ensinasse - de sua bisavó
Entre seus objetos preferidos, está um álbum ''fantástico'' de cartões postais, que revela que sua avó Cotinha tinha o hábito de trocar correspondência com as amigas Ali, estão cartões com imagens da França e de um Rio de Janeiro que não existe mais (Maigue Gueths/Equipe da Folha)


