O presidente da Cohab, Carlos Eduardo Afonseca, afirmou que a exigência dos pagamentos faz parte de um amplo plano de regularização dos bairros de Londrina. Ele argumentou que as prestações são referentes ao material de construção usado nas obras, bancado pela Cohapar, órgão de habitação estadual. O valor, de aproximadamente R$ 600 mil, representa hoje uma dívida da prefeitura com a Cohapar.
''Para cada família, a dívida ficaria em R$ 8,8 mil. Conseguimos abater R$ 6 mil desse valor, através de convênio com o PSH (Programa de Subsídio à Habitação), do governo federal'', explicou. Assim, cada família pagaria R$ 2,8 mil, distribuídos em 72 meses. ''Mas podemos sentar e renegociar, até dobrar esse prazo'', acrescentou. Quanto aos títulos de propriedade entregues aos moradores, o presidente da Cohab garante que os documentos não tem valor. ''Não sei se foi dado por interesses políticos, mas foi irregular'', apontou.
Afonseca negou que os funcionários tenham usado de má-fé, e disse que eles queriam ''agilizar'' a assinatura dos contratos para garantir os recursos federais dentro do prazo determinado. Os moradores da Vila Marízia prometem entrar com ação na Justiça contra a companhia por crime de má-fé e para garantir a posse dos terrenos.

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