No mesmo dia em que os sem-terra iniciaram a marcha, um dos objetivos foi alcançado: a transferência do delegado de Querência do Norte, Mário Sérgio Zachesky, o ‘‘Bradock’’. Antes de iniciar a caminhada, um dos líderes do MST, Paulo Marqui, disse à Folha que o movimento ia pedir em Curitiba a saída de Bradock da cidade. Por ordem do governador Jaime Lerner (PFL), o delegado foi substituído. Mas o MST quer mais. ‘‘Queremos ainda a saída do secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira’’.
Marqui acusa o secretário de ordenar a prisão de 24 líderes do MST no Estado e o próprio governador de promover perseguição política a lideranças do movimento. ‘‘Agora Lerner viu que nossa marcha não vai parar e vem falando que vai pedir a liberdade dos líderes, como se ele fosse o dono da Justiça no Paranᒒ, dispara Marqui. Ele diz ainda que o MST não espera nada de bom do governador. ‘‘Por isso vamos trabalhar na base da pressão e acampar por tempo indeterminado na frente do Palácio’’.
As outras metas da marcha são a liberdade para os 24 líderes do MST presos; a suspensão da prisão de outros três coordenadores do movimento em Querência do Norte; o fim da perseguição política aos trabalhadores; a contratação de 10 agrônomos para o Incra acelerar o processo de vistoria das áreas e o assentamento de todas as famílias acampadas no Estado. ‘‘Queremos ainda recursos para financiar as lavouras nas áreas ocupadas e a saída do ministro da Justiça, Iris Resende’’.

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