Cerca de 900 pessoas de Londrina e região esperam com ansiedade o credenciamento do Hospital Evangélico (HE) para a realização da cirurgia bariátrica (redução do estômago) também pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente a instituição oferece o procedimento apenas para convênios e particulares. Ontem, representantes da Associação dos Obesos de Londrina (Obesolon) estiveram na Câmara de Vereadores reivindicando uma resposta sobre o pedido de agilização do processo feito pela entidade em maio passado.
  O vereador Gláudio de Lima (PT) não soube precisar qual é o estágio em que se encontra o processo. ‘‘Nosso contato no Ministério da Saúde tirou uma semana de licença e ninguém responde por ele. Sabemos apenas que o processo foi reaberto’’, explicou.
  Em Londrina, somente o Hospital Universitário (HU) oferece o procedimento aos pacientes do SUS. Em 2007, ele atendeu 13 obesos e, este ano, foram 20. Segundo a assessoria de imprensa, outros 33 estão aptos à cirurgia.
  A Santa Casa também pleiteia junto ao Ministério da Saúde o credenciamento para realizar a cirurgia bariátrica. O processo existe há oito anos e, desde então, os equipamentos e mobiliário necessários já foram adquiridos com verba federal.
  A Obesolon reúne 150 pessoas e, há dois anos, luta pelo credenciamento do HE. ‘‘Solicitamos ao Ministério Público (MP) que, a partir da autorização, nossos associados tenham prioridade’’, disse a secretária da entidade Suellen Cristiane dos Santos, 23 anos, que passou quatro anos e meio esperando a primeira consulta com o endocrinologista do Estado.
  O receio desses pacientes é morrer na fila de espera. ‘‘A obesidade acarreta uma série de outros problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, colesterol e deficiência cardíaca’’, acrescentou a presidente da Obesolon, Vilma Terezinha Timóteo. Embora pouco informada, a entidade estima que é mais caro tratar um obeso do que operá-lo.
  Mais informações sobre o assunto poderão ser obtidas no site: www.obesolon.com.br

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