A venda do Xenical, medicamento indicado para emagrecimento, só não é maior em Maringá devido a exigência de receita médica. Mesmo assim, o remédio já começa a faltar nas farmácias locais e as distribuidoras informam que não têm idéia de quando poderão repor os estoques.
Nem mesmo o preço - varia de R$ 108,14 a R$ 193,80 - está inibindo os consumidores. Comparado com o Viagra em termos de divulgação e procura, o Xenical já apresenta melhores resultados. De acordo com os vendedores, mesmo durante o lançamento do Viagra, não houve tanta procura como está ocorrendo com o Xenical.
Na farmácia Drogaluz, no centro de Maringá, a caixa com 84 cápsulas do Xenical acabou. A última foi vendida ontem de manhã, de acordo com a gerente de vendas Luciana Luz. Segundo Luciana, a venda do medicamento, desde sábado, é de três caixas por dia. A maior procura é pela caixa com 84 cápsulas que custa R$ 193,80. A caixa com 42 cápsulas custa R$ 108,14. ‘‘As pessoas preferem a caixa com 84 cápsulas porque dá para quase um mês’’, informa Luciana. Segundo ela, os consumidores não se importam com o valor. ‘‘É incrível, mas as pessoas não estão nem ligando para o preço. É como se estivessem comprando uma aspirina que custa baratinho.’’
Na Farmácia São Paulo, a venda do Xenical também é de uma média de três caixas por dia, conforme o vendedor José da Silva. ‘‘Se não fosse a exigência da receita médica, a venda seria de 10 caixas por dia com certeza.’’ Ele explica que diariamente várias pessoas entram na farmácia para comprar o medicamento, mas se decepcionam quando ficam sabendo da exigência da receita.
Segundo o médico endocrinologista Wesley Pereira de Souza, a indicação do medicamento exige alguns cuidados e só deve ser feita para os obesos. Para quem imagina que o uso do Xenical é suficiente para perder peso sem maiores sacrifícios, Souza alerta que não é bem assim. ‘‘Não adianta tomar o medicamento e continuar se alimentando em demasia e ingerindo muita gordura. Mesmo com o uso do Xenical, é necessário que a pessoa controle a alimentação e faça exercícios.’’
Na segunda e na terça-feira, segundo o médico, várias pessoas telefonaram para o consultório oferecendo o pagamento da consulta em troca da receita. ‘‘Houve muito telefonema de pessoas que nem queriam consultar e só estavam atrás da receita.’’
Pessoas que fazem tratamento de osteoporose, gestantes, crianças e aquelas com problemas de diarréia crônica não devem tomar o medicamento.

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