Obesidade afeta 18% da população de Curitiba
Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
Começou ontem, em Curitiba, a terceira etapa do programa Curitibativa, que orienta os moradores sobre os benefícios da prática de exercícios para a melhoria da qualidade de vida. Nesta fase do projeto, realizada em conjunto com o Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (Sempr), técnicos da secretaria municipal de esporte e lazer vão alertar os moradores sobre obesidade, distribuindo panfletos e calculando o índice de massa corporal (IMC); que determina a quantidade de gordura no corpo.
A maioria da população brasileira tem predisposição a engordar; um problema muito sério que pode ser evitado desde a infância, salientou o endocrinologista César Boguszenski. Pela estimativa dele, a obesidade afeta, em Curitiba, 18% da população entre 25 e 64 anos e 5% das crianças na faixa etária de zero a 4 anos.
As principais causas da obesidade estão relacionadas à genética, ao sedentarismo e à falta de alimentação adequada. As pessoas devem mudar o estilo de vida; se exercitar com regularidade, alimentar-se mais vezes ao dia, em menor quantidade e sem ansiedade, ensina Boguszenski.
No lançamento da campanha, na Boca Maldita, várias pessoas aproveitaram para se pesar e conhecer o IMC. Agora vou maneirar nas massas e refrigerantes, reagiu o pintor Joacir Ramos, depois de saber que, pelo IMC, é considerado pré-obeso. Ou seja, uma pessoa com riscos de complicações na saúde provocados pela obesidade.





