OAB visita carceragem de Campo Largo
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sábado, 31 de janeiro de 2009
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), seção Paraná, visitou ontem as carceragens da Delegacia de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba). Devido à rebelião ocorrida na quarta-feira, que resultou na transferência temporária de 75 presos, a comissão não pode entrar nas carceragens por falta de segurança. As grades das celas foram destruídas e apenas uma porta de aço mantinha os detentos presos.
''Em maio de 2008 tivemos aqui. A situação da carceragem já era crítica. A OAB alertou as autoridades e o que ocorreu aqui, na última quarta-feira, era o que estávamos avisando'', afirmou a secretária da Comissão, Izabel Mendes.
Durante a rebelião, colchões, travesseitos e cobertores foram molhados e destruídos, impossibilitados de uso. O delegado Wilciomar Voltaire Garcia pediu auxílio ao Provopar, que deve mandar alguns cobertores. Ontem, equipes da Polícia Civil entraram nas celas para ver os estragos e definir como será feita a reforma. A delegacia gastou ontem R$ 600 para comprar 23 cadeados e improvisou o sistema de vídeo para vigiar os presos.
Um dos presos contou que em cada cela onde cabem quatro estão 16 pessoas. ''Tinha que dormir encolhido'', contou o jovem de 18 anos. Para cuidar dos presos, a delegacia que, embora tenha um sistema digital para agilizar todo serviço cartorário e administrativo, conta apenas com sete investigadores. Seis ajudam auxiliares de carceragem para cuidar de presos e apenas um trabalha na investigação.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) não se manifestou sobre o assunto. Izabel ainda elogiou a atitude do governador Roberto Requião que afirmou, na semana passada, que acabará até julho deste ano com as carceragens superlotadas.


