Um grupo de advogados ligados à Comissão pela Construção do Fórum de Curitiba, da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PR), inicia na próxima semana uma campanha pela retomada das obras de construção do Fórum. Eles pretendem exigir que o valor necessário para finalizar o prédio seja incluído no Projeto Orçamentário de 98, que deverá ser votado nos próximos meses na Assembléia Legislativa. No total, seriam necessários cerca de R$ 30 milhões para recuperar e terminar a construção do edifício.
Abandonadas há mais de dez anos por falta de verbas, as obras haviam sido iniciadas para constituir o Fórum de Primeira Instância de Curitiba, abrigando as Varas Criminais, de Família, Trânsito, Execuções e Juizados Especiais. Uma decisão tomada pelo Tribunal de Justiça em junho deste ano, no entanto, determinou que o prédio seja utilizado pelos Tribunais de Justiça e Alçada. ‘‘Sabemos que estes Tribunais também necessitam de novas instalações, mas a necessidade de um Fórum de Primeira Instância é mais premente’’, diz o presidente da Comissão pela Construção do Fórum de Curitiba da OAB/PR, Maurício Montanha.
Atualmente, o atendimento de Primeira Instância é feito em mais de cinco locais diferentes da cidade, descentralizando os serviços e obrigando o deslocamento de juízes, advogados e pessoas que buscam informações sobre os processos.
No início deste ano, o presidente do Tribunal de Justiça, Henrique Lenz César, havia dito que Curitiba era a única cidade do Brasil que não possuía um imóvel próprio para abrigar todos as atividades do fórum. Ontem, ele não foi encontrado para explicar porque o TJ determinou a mudança na finalidade da obra.

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