OAB pede mais segurança à polícia de Maringá
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quinta-feira, 03 de janeiro de 2002
Lucinéia Parra 
O presidente da OAB-Subseção Maringá, Dirceu Galdino enviou um ofício ao delegado chefe da 9ª Sudvisão Policial, Maurício de Oliveira Camargo, manifestando preocupação com os índices de criminalidade dos últimos meses na cidade. Ele cita entre outros casos, o homicídio de um guardador de carros e as brigas de flanelinhas que colocam em risco a vida das pessoas.
Conforme Galdino, a onda de criminalidade provoca insegurança e intranquilidade no cidadão maringaense. Ele afirma ainda que não só o aumento de andarilhos e crimes que colocam sob suspeitas os flanelinhas preocupam a população, mas também os assaltos frequentes contra pedestres. Na maioria das vezes estes assaltos ocorrem no centro da cidade e em horários de expediente normal. São os chamados cavalos loucos, quando os assaltantes de motos ou bicicletas roubam as bolsas dos pedestres, causando prejuízos e traumas às vítimas.
No ofício encaminhado ao delegado chefe da 9ª SDP, o presidente da OAB Maringá elogia o trabalho da polícia que conseguiu combater a prostituição na região central e pede empenho maior em relação aos que achacam e ameaçam cidadãos que transitam pelo centro da cidade.
De acordo com o delegado Nilson Rodrigues da Silva, a questão do aumento de flanelinhas e andarilhos pelas ruas de Maringá é um problema social. Ainda segundo o delegado, os flanelinhas só se tornão um problema de polícia quando se envolvem em algum tipo de crime. A maior dificuldade para combater este tipo de criminalidade entretanto, conforme o delegado, é que a maioria das vítimas não registra queixa contra os flanelinhas. Sem queixa é muito mais difícil identificar o flanelinha que de uma forma ou outra pratica crime contra o cidadão, argumentou.
Ainda segundo o delegado, a polícia trabalha diariamente no combate aos assaltos. Entendo a preocupação da comunidade, mas se comparada com outras cidades, até mesmo com Londrina, Maringá tem o menor índice de criminalidade, disse. Em 2001, conforme o delegado, Maringá registrou 13 homicídios. É muito menos do que em Londrina onde houve mais de 100 homicídios,comparou.


