O Conselho Nacional da OAB fará um ato público no próximo dia 31, em Brasília, em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para processar e julgar questões ético-disciplinares envolvendo magistrados.

O manifesto também terá repercussão em Londrina, com a realização de um manifesto na nova sede da Subseção da entidade, na Rua Parigot de Souza, a partir das 8h30. Na ocasião, haverá manifestações de diretores e profissionais, que acreditam que o CNJ é um importante órgão para garantir a transparência do Judiciário.

De acordo com os organizadores do ato, as atribuições do CNJ estão ameaçadas por ação movida no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e que deve ser julgada em breve.

"O ato público tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade brasileira para a importância do CNJ. Se limitarmos os poderes do CNJ, voltaremos ao que era antes, sem um mecanismo de controle da sociedade sobre o Poder Judiciário", comenta o vice-presidente do Conselho Nacional, Alberto de Paula Machado.

Ele lembra que há no Congresso proposta de emenda constitucional, do senador Demóstenes Torres, propondo a manutenção dos poderes do órgão.

O presidente da Subseção Londrina, Elizandro Pellin, convida todos os profissionais do Judiciário a participar do ato em Londrina.

"Precisamos reforçar a importância do CNJ para todos os setores da sociedade, mostrando que, inclusive, o órgão veio dar maior credibilidade à nossa Justiça", comenta Pellin.

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