OAB e CUT sugerem que clientes
assaltados processem bancos
Órgãos acreditam que
só os processos podem
obrigar bancos a
investir em segurança
James Alberti
O advogado José Pereira de Moraes, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Sub-seção de Curitiba, e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná, Roberto Von Der Osten, defenderam ontem que os clientes que presenciarem um assalto processem as agências bancárias que não tenham portas eletrônicas. Os dois acreditam que somente os processos podem obrigar os bancos a investir em segurança. ‘‘As ações populares representam um mecanismo de corrosão do capital dos grandes banqueiros do País’’, disse Von Der Osten, durante o Fórum de Segurança Bancária, organizado pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.
Também participaram dos debates os deputados Beto Richa e Cesar Seleme, que possuem leis que obrigam as agências a investir em segurança, e o delegado Ézio Vicente da Silva, que comanda o Grupo Especial de Repressão a Roubo a Banco e Transportes de Valores (Gerab). ‘‘Há um consenso entre juristas e magistrados de que cabe à instituição financeira oferecer, além do serviço, segurança para o cliente’’, disse Richa.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Pedro Eugênio Leite, disse que ações para cobrar a instalação de equipamentos de segurança nas agências bancárias da capital serão privilegiadas durante este mês. O sindicato lançou uma campanha em outdoors e conseguiu a promessa dos deputados presentes ao Fórum de que tentarão marcar uma audiência com o governador Jaime Lerner.
Leite considerou incoerente que se tenha uma lei estadual e uma municipal que exigem a instalação de portas de giratórias nos bancos e o próprio Banestado e a Prefeitura da Curitiba descumpram as leis. Conforme o sindicalista, apenas 60% das agências da capital e região possuem portas de segurança. A meta do sindicato, segundo ele, é que em dezembro todas elas possuam. Para isso, Leite aposta na pressão da imprensa e afina seu discurso com o comandante do Policiamento da Capital, Justino Sampaio, que disse que os bancos têm parte da culpa pelos assaltos porque não investem na prevenção.

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