CAMPANHA OAB defende reconstrução de Fórum Michele Muller De Curitiba O esqueleto do prédio que abrigaria o Fórum de Curitiba, no Centro Cívico, não deveria mais ser usado pelo governo como desculpa para a falta de infra-estrutura física da justiça estadual. Com essa afirmação, o advogado Assis Corrêa lançou ontem uma campanha para construção de um novo prédio que reúna todo o complexo judiciário de 1º Grau. Essa proposta foi feita ontem, na Câmara Municipal, pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da subseção Curitiba, Nataniel Ricci. ‘‘Acho que o fato de a obra estar abandonada segura a criação de um novo Fórum. Há rumores que ela está com problemas de engenharia e não poderá ser utilizada. Se isso for verdade, sou a favor de que seja esquecida. Curitiba precisa urgentemente de um local que facilite a vida dos advogados’’, opina Corrêa. A construção, erguida há 13 anos, durante a gestão de Álvaro Dias, custou quase US$ 10 milhões aos cofres públicos. Uma das sugestões de Ricci foi a criação de uma equipe de peritos para analisar as possibilidades de aproveitamento da obra. ‘‘Muitos concordam com a explosão do prédio. Antes disso é preciso verificar se tem condições ou não de ser utilizado’’, diz. Ele acredita que, caso existam falhas técnicas, a estrutura poderia servir como um dos blocos do complexo onde seriam instaladas, de acordo com a proposta do advogado, as varas cíveis, criminais, de infânica e juventude, da Fazenda Pública e de família – todas espalhadas pela cidade. ‘‘Hoje o prédio não teria condições de abrigar mais que 30% da justiça estadual. Ele não foi planejado para a Curitiba de hoje’’, argumenta. A criação do Fórum, segundo Ricci, traria mais agilidade aos serviços judiciários no Paraná. Uma das razões para isso seria a provável atuação de um número bem maior de juízes com a ampliação do espaço físico da justiça estadual. Outra vantagem seria a economia com aluguel, pois grande parte das varas funcinam em casas alugadas. ‘‘Curitiba é a única capital do Brasil onde o Fórum está em todos os lugares, mas não está em lugar nenhum’’, reclama. Assis Corrêa acredita ainda que a população será beneficiada com a redução dos valores dos serviços judiciais. ‘‘O projeto permite que os advogados verifiquem o andamento de várias causas num só lugar. Isso vai reduzir os custos com deslocamento, que acabam pesando no bolso dos clientes’’, afirma.

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