Maringá Cinco advogados de Maringá e região estão respondendo processos disciplinares por terem cobrado honorários entre 40% e 50% do valor da ação para o recebimento do compulsório do combustível. Duas advogadas poderão, inclusive, ter o registro da Ordem dos Advogados dos Brasil (OAB) cassado pelo Tribunal de Ética do Paraná porque receberam os valores correspondentes ao compulsório e não repassaram o dinheiro para os clientes.
De acordo com o presidente da OAB-Subseção Maringá, Dirceu Galdino, os processos disciplinares foram instaurados após a notificação da Justiça Federal que descobriu as irregularidades. Segundo ele, as duas advogadas ele não quis revelar os nomes cometeram erros graves e poderão ter a suspensão preventiva do exercício da advocacia solicitada.
Galdino explicou que os processos ainda estão sendo instruídos pela comissão de ética da OAB-Maringá. ''Tanto as advogadas como os clientes têm direito à apresentação de testemunhas e depoimentos'', disse. Só depois de concluído o processo na subseção de Maringá é que o caso será analisado pelo Tribunal de Ética da OAB-PR.
De acordo com Galdino, as duas advogadas se defenderam das acusações afirmando que não chegaram a um acordo com os clientes a respeito do valor recebido do governo federal. Os clientes negaram a versão das profissionais. A cobrança indevida de honorários por parte dos advogados foi denunciada no mês passado pelo juiz federal, Anderson Furlan.

mockup