Curitiba- A médica pneumologista e integrante da Comissão da Saúde do Médico, do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Roseni Teresinha Florêncio, alerta que a dependência dos médicos ao tabaco é um dos reflexos de vários problemas relacionados às condições de trabalho dos profissionais.
Roseni cita uma pesquisa realizada em 2006, pelo Conselho Nacional de Medicina (CNM), mostrando que 40% dos médicos brasileiros trabalham de 40 a 60 horas por semana e, 21%, mais de 60 horas semanais. A atuação prioritária durante esse período é nos plantões, em que o profissional trabalha nas áreas de urgência, emergência e unidades de terapia intensiva. ''Eles passam muito tempo longe da família, não se alimentam bem, não fazem exercícios físicos e ficam muito tempo em situação de tensão e estresse'', afirma.
De acordo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o índice de dependência do tabagismo varia entre 13% e 25% no Brasil. Entre os médicos, a taxa é de 6,8%. ''O índice é menor entre os médicos porque eles têm consciência de que qualquer dependência é maléfica para a saúde. Mesmo assim, não deixa de ser preocupante'', observa. (C.G.B.)

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