O tráfico de meninas
O TRÁFICO DE MENINAS
Meninas entre 12 e 18 anos, de famílias pobres e desestruturadas, são aliciadas por brasileiros, principalmente nos Estados do Sul do País. Elas são enganadas com promessas de emprego em lojas, lanchonetes ou como empregadas domésticas no Paraguai
Geralmente sem documentos, as meninas são levadas para o Paraguai de duas maneiras: de carro, pela Ponte da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este; ou de balsa, cruzando o Rio Paraná, entre Guaíra e Salto del Guairá
No Paraguai, as meninas são vendidas pelos aliciadores aos donos de prostíbulos (a maioria também brasileiros) por cerca de R$ 200 mil guaranis (o equivalente a R$ 100)
Nos quilombos (grandes prostíbulos com várias casas cercadas por muros altos), as meninas são vigiadas por seguranças armados. À medida que o tempo passa, elas se endividam e não podem mais sair desses locais até pagar o que devem
Donos dos quilombos pagam à Polícia Nacional cerca de 50 mil guaranis (R$ 25) por mês, para cada menina, como taxa de proteção. Isso serve para mantê-las nos prostíbulos sem serem importunados
Fonte: deputados da Comissão de Direitos Humanos e Centro de Direitos Humanos de Foz do Iguaçu





