O diretor do Fórum de Londrina, o juiz Mário Nini Azzolini, disse ontem não ter se espantado com o salário oferecido. Mas informou que chegou a pedir para que um funcionário ligasse no Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba, que determina o valor dos salários do Judiciário para checar a remuneração para agente de limpeza.
''A princípio, não considero um valor alto, mas reconheço, e até lamento, que muitas outras profissões que exigem curso superior sejam tão mal remuneradas'', afirmou o juiz. ''O trabalho de faxineira vale esse salário e acho que todo mundo deveria ganhar bem.'' Azzolini também ressaltou que o serviço público não paga hora-extra ou vale-transporte e que a estabilidade de emprego seria a principal vantagem da categoria.
Segundo informações do TJ, a atual tabela de remunerações sofreu reajuste de 53% em junho, definido judicialmente como direito da categoria profissional, que não era remunerada desde 1992. Antes do reajuste, o salário inicial de um agente de limpeza era de R$ 612,00 (e adicional de R$ 100,00). O valor já era maior do que o salário de um técnico do Judiciário, em início de carreira R$ 497,00 (mais adicional de R$ 100,00). Agora, com o reajuste, o técnico tem piso básico salarial de R$ 760,72 (e adicional de R$ 100,00), ainda abaixo da remuneração para faxineiro.
Para magistrados, o salário básico é de R$ 3.163, sem considerar gratificações e planos de carreira. Vale lembrar que os valores aplicados são todos aprovados pela Assembléia Legislativa (AL) e sancionados pelo governo, já que são pagos com dinheiro público.

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