A torre de telefonia celular pode ter chegado a quase todos as cidades do Paraná mas nem todos estes consumidores estão contentes com o serviço. Em muitas áreas o sinal é deficitário e o usuário nem sempre consegue completar suas ligações.
Em Paula Freitas, por exemplo, a torre que cobre a área urbana fica às margens da BR-476 (Rodovia do Xisto). Por isso, os moradores denunciam a péssima qualidade das ligações. ''Vendo em torno de R$ 2,5 mil em créditos por semana, mas acho que o pessoal gasta assim de tanto ficar falando alô, alô, alô e não conseguir falar'', opina o dono de farmácia, Clodoaldo Ferraz, 42. Até a Câmara Municipal entrou na discussão mas não teve retorno nenhum.
O cabo Valdecir Lima, do Destacamento da Polícia Militar, lamenta que não consegue localizar seus colegas durante as rondas pelo interior do município. ''Se precisar falar com a viatura fica muito difícil fazer contato'', afirma.
Em Guapirama, no Norte Velho, o comerciante Metódia Burna Júnior conta que recentemente a cidade ficou quase um mês sem sinal de telefonia celular. Mesmo depois do conserto, a qualidade da ligação não é grande coisa. Seu funcionário, Maikon Aparecido da Silva, mora num bairro onde o celular não funciona direito e conta que precisou correr até a casa do patrão de madrugada para pedir ajuda para a esposa grávida. ''Eu nem carrego o aparelho porque não funciona mesmo. A gente só passa raiva'', confirma.
Na cidade até os telefones públicos dão problema com frequência. Situação sentida pela agricultora Jacilva Gonçalves. ''Preciso ligar para o meu marido no sítio mas o telefone não completa a ligação''. (L.A.)

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